quinta-feira, 25 de junho de 2009

Intumescente

Mostra-me que a vida é bela!
Ó sol tão opulento,
Tu que és tão cálido...
Aqueça-me nesse momento.

O teu lume não é em vão,
Eu a ti me apresento,
Eu te peço por favor?
Não sejas assim pachorrento.

Tu que tens o dão,
De aquecer toda a terra...
Aqueça meu coração!
Para ele não virar tapera.

És uma grande estrela...
Bela criação de Deus!
Fostes feito para iluminar,
Os passos dos filhos seus.

Procurarei teu brilho...
Sair agora vou,
Não posso ficar aqui!
Só, como eu estou.

Sol que pertence a todos...
Não me deixes isolado,
Sei da tua grandeza!
O quanto és inopinado.

Todos os dias tu apareces...
Para deixar nos contentes,
Fazendo a vida ressurgir!
Com a tua luz intumescente.

Jair Santo Galgaro

Ingratos

Fiquei ouvindo as histórias...
Daqueles velhos abandonados,
Que depois de criar seus filhos!
Estão no mundo jogados.

Um destino tão cruel,
Eles não têm merecido,
Depois de criar os filhos!
Por eles foram esquecidos.

Os asilos estão lotados,
Cheios de lamentos e ais...
E os filhos tão ingratos!
Nem vão visitar os pais.

Dirigindo um carro de luxo,
O filho lá se vai...
Mal pode saber ele,
Que amanhã estará no lugar do pai.

Talvez um dia eles compreendam!
Isso que estou lhes contando,
Quando receber o mesmo!
Do filho que está criando.

Se os pais foram ruins,
Dos filhos não souberam cuidar,
Não esqueçam
que Jesus falou:
--Sempre é melhor perdoar.
Jair Santo Galgaro

Imigrantes

Imigrantes

Lá de tão distante!
Partiram sem nada,
Somente os sonhos,
Na sua chegada.

Traziam na bagagem,
Toda sua esperança,
De vencer na vida!
Tinham muita confiança.

O navio partindo,
Cruzando o mar!
Era só esperança,
De uma nova terra encontrar.

Finalmente aqui chegaram,
Começaram sua luta,
Era só trabalho,
Era dura a labuta.

Mas venceram na vida,
Com muitas dificuldades,
Graças ao seu labor!
Surgiram grandes cidades.

Jair Santo Galgaro

Índia

Minha índia morena,
Tu és feliz em tua oca?
Sabes bem que por ti!
O meu coração capota.

No meio da mata...
Tu és a rainha,
Eu quero ser o rei,
Minha doce indiazinha.

Pelo teu amor,
Sempre serei fiel...
Só pode ser tu!
A índia dos lábios de mel.

Mulher do olhar sereno,
E essa beleza que mata,
Por ti serei capaz
De viver embrenhado na mata.

É tanta simplicidade,
Nessa pele tão bonita...
Foi isso o que fez!
Tu ser a minha favorita.

Quero te falar...
Agoraque estamos a sós,
Se tu disseres sim!
Construirei uma oca para nós.

Meu amor é tão grande,
Acredite não é miragem,
Só quero viver aqui !
Querida beleza selvagem.

Por que ficas pensativa?
Olhando para mim,
Pode falar agora!
Serei feliz se ouvir sim

A resposta foi um sonho,
Não irei mais embora,
Já que tu concordastes!
Ficarei contigo agora.

Já está pronta a oca,
Que iremos morar...
É só felicidade!
Que vejo em teu olhar.

Jair Santo Galgaro

Homenagem

A todos os artistas
Que amaram este chão
Vai a mais sincera homenagem
Desse gaúcho irmão

Vocês sempre defenderam com garra
As nossas belas tradições
E deixaram para nós
As mais lindas lições

Sei que muitos partiram cedo
E deixaram seus fãs chorando
Mas através do disco
Suas canções estamos escutando

Foram muitas as viagens
Por esses rincões a fora
Sempre defendendo a nossa música
De bombachas,botas e esporas

O nome de ninguém
Aqui eu quero citar
São todos artistas famosos
Que não cansamos de escutar

Foram cantores e gaiteiros
Que as tradições foram leais
Os seus nomes certamente
Sempre constarão nos anais

Não só foram grandes artistas
Também foram de fino trato
Por isso ficarão na lembrança
Esses gaúchos de fato

Jair Santo Galgaro

Horizontes

Há um horizonte,
Para cada um de nós...
É um sinal vivo!
De que não andamos sós.

Estamos todos esperando,
O nosso ingresso,
Nesta roda amiga...
Que é chamada sucesso.

Existem muitos conformados...
Que dizem se alegrar,
Só em ver as estrelas!
Lá no céu a pairar.

Nem sempre a riqueza!
É o desejado,
Mas sim o objetivo...
Que é por nós buscado.

Com a riqueza,
Muitos vivem sonhando...
E outros só querem!
Viver pelo mundo viajando.

Ninguém vai discordar,
Está tudo perfeito,
De alcançar algo de bom,
Todos nós temos direito.

Jair Santo Galgaro

Harmonia

As pedras bordam o chão
Elas são de grande serventia
Elas são os alicerces das construções
Pois elas tem muito valor

Vejam então as flores
Elas enfeitam nossa casa
E nos dão o seu perfume gratuitamente
E o néctar para as abelhas

E a água que é a própria vida
Ela nos faz viver saudáveis
Ela faz a planta crescer
Ela é o seio da terra

O sol que é tão cálido
Ele também é vida pura
Ele é amigo de todos
Ele nos irradia alegria

Olhem em volta de si
Pois tudo é natural
Tudo é muito perfeito
Tudo é para nos servir

É um enlace perfeito
É o ressoar de mil canções
É a poesia mais perfeita
Tudo vibra em plena harmonia

Jair Santo Galgaro

Grata Surpresa

Não sei de onde veio
Esta meiga menina
Sem ninguém perceber
Chegou de relancina

Ela estava feliz
E olhou para mim
Reluzia em meus olhos
O seu vestido carmim

O seu semblante alegre
Era tão contagiante
Eu me sentia muito bem
Junto dela nesse instante

Não foi só sua beleza
Que deixou-me encantar
Mas também a riqueza
No jeito de falar

Eu andava tão só
Não fiquei indeciso
De alguém assim
É que eu preciso

Eu fui me aproximando
E ela sentia
Que era ela mesma
Que meu coração pedia

Apertei sua mão
E ela correspondeu
E sem perca de tempo
Beijei os lábios seus

Para sentir seu calor
Mais para perto eu chegava
Eu perdi o medo
Porque ela também aceitava

Então fiquei ensandecido
Por esse fato inesperado
E u que a pouco estava só
Agora era o seu namorado

Eu que não era feliz
Deixei de ser sofredor
Agora estou enredado
Nas delícias daquele amor

Jair Santo Galgaro

gostos

Todo o prato é gostoso
Tudo depende do paladar
Uns preferem feijão e arroz
E outros caviar

Todos ficam felizes
Com a comida preferida posta
E ninguém fica satisfeito
Comendo o que não gosta

O churrasco é gostoso
Mas preste muita atenção
Se for muito gorduroso
Faz mal para o coração

Dizem que isso faz mal
Não sei da verdade absoluta
Mas aquele que for precavido
Segue uma boa conduta

O açúcar é um veneno
Contra ele há um combate
Mas quem resiste o sabor
De uma barra de chocolate

Para os que pensam assim
Não discuto os seus direitos
Eles comem de tudo
Para morrer satisfeitos

Quem compra pela beleza
Tem pensamento pequeno
Pode ser muito bonito
Também pode ser veneno

Há muitas coisas lindas
Para ficar admirável
Porém para o alimento
O que importa é ser saudável

As vezes o povo se engana...
Pode ser muito perigoso!
Para termos boa saúde,
Nem sempre o melhor é o gostoso.

Todos querem ter boa saúde,
Sobre isso tenho lido!
Para isso é recomendável...
Um prato bem colorido.
Jair Santo Galgaro

Gaúcho vencedor

Num abraço forte
Vou de sul a norte
Para fazer amizades
Por lá eu me solto
De novo sei que volto
Para não morrer de saudades

Eu sou do Rio Grande
Nem que alguém me mande
Eu não considero
Escute o que lhes digo
Eu não temo o perigo
Se é isso que eu quero

A vida é uma festa
Tudo o que não presta
Eu deixo de lado
Eu nunca perdi carreira
O meu pingo é de primeira
Por isso sou mesmo folgado

Não vou parar agora
Ainda não chegou a hora
Não me cansei ainda
Eu nunca fui derrotado
Somente tenho ganhado
Nessas estradas infindas

É assim que vou vivendo
Em Deus estou sempre crendo
Pois ele nunca falha
Se alguém usar de falsidade
Eu já sinto a maldade
E meto pau nesse canalha

Meu Deus como é bonito
Mas às vezes fico aflito
Sinto uma saudade baita
Nada disso me apavora
A tristeza vai embora
Quando abro minha gaita

Quando me ausento da terra
Vai virando uma tapera
Aqui dentro do meu peito
No meu viver teatino
Porém sei que sou sulino
Voltar logo é o jeito

Jair Santo Galgaro

quinta-feira, 18 de junho de 2009

futuro

Seu nome eu não sei
Nem de onde você vem
Você pode me dizer
Eu lhes direi também

Desde quando cheguei
Você está aí parada
Só olha de soslaio
E fica tão calada

Mesmo assim calada
Você é a mais bonita
Do meu coração
Você é a favorita

Que bom ver teu sorriso
Iluminando seu rosto
Não fique mais assim calada
Porque só me da desgosto

Talvez você esteja sofrendo
Isso eu entendo
A vida têm dessas coisas
Isso eu também compreendo

Por alguém que lhe deixou
Você está sofrendo agora
Eu também estou sozinho
O meu amor foi embora

As vezes a tristeza é imensa
Parece não haver remédio
Mas vamos nos distrair
Para curar o tédio

Quando alguém nos deixa
A saudade nos afronta
Mas não podemos deixar
A tristeza tomar conta

Ainda é bonito
De ver o sol nascer
Vamos andar um pouco
Para a cabeça espairecer

Se o que passou foi ruim
Não devemos relembrar
Nova aurora nos espera
Para o futuro teremos que olhar

Jair Santo Galgaro

fogueira ardente

O acre da saudade,
Agora está presente...
Faz doer todo o meu ser!
Como uma fogueira ardente

Se a chuva não chegar
O que será de mim?
Esta fogueira maldita,
Vai queimar até o fim.

Eu que era tão feliz!
Não sei o que aconteceu,
Tenha pena por favor
Desse infeliz filho seu.

Como uma folha caída,
Derrubada pelo vento...
É assim que estou!
Sozinho no relento.

No meu quarto pensativo,
Com ânsia de partir
Mas logo volto para trás!
Sem saber para onde ir.

Então tento dormir,
Para aliviar meu castigo
Mas o sono não chega
E sofrendo eu prossigo.

Não, não posso mais viver...
Assim tão amargurado,
Já não vejo mais estrelas!
O céu sempre está nublado

Jair Santo Galgaro

florescer

Naquele dia de inverno
Em que o frio gelava meu corpo
Se transformou num inferno
E eu estava quase morto

Era o vento que soprava
Enquanto eu ia pela estrada
Eram as folhas que caíam
Para a última morada

O vento sem piedade
Ia gelando meu rosto
Mas meu caminho eu seguia
Sem temer um desgosto

Eu lembrava do aconchego
Das tardes de verão
Em que tudo era verde
E trazia emoção

Lembrava das flores vivas
Perfumando o jardim
Eram milhares de cores
Sorrindo para mim

Tudo isso que eu via
Me deixava sem conforto
Tudo estava por terra
Naquele ambiente morto

Aquilo que era lindo
Agora é uma tapera
A esperança
É que surja
Logo outra primavera

Então tudo crescerá
O que morreu deve nascer
Será tudo como antes
Será um novo florescer


Jair Santo Galgaro

fim

É um mundo sem fim...
Que não acaba jamais!!
Viajando por toda aparte,
A distância é demais.

Ninguém conhece seu fim,
De toda essa enormidade...
O mundo é mesmo grandioso!
Não é uma simples cidade.

Olhando para o céu,
Vemos o quanto é bonito,
Mas ninguém poderá chegar...
Até o infinito.

Nós somos muito pequenos,
Só podemos imaginar!
Toda a sua dimensão,
Só Deus pode explicar.

Eu fico ensandecido,
Quando penso sobre o mundo
Quero descobrir o seu fim...
Mas parece um abismo profundo.

Todo o universo...
O homem tenta explorar,
Mas apesar de tanta tecnologia!
Ao fim nunca irá chegar.

Jair Santo Galgaro

fatos

Sentia falta
Das luzes da ribalta
Mas não queria ver
Aquela malta

Como os saras
Com suas fanfarras
Viviam felizes
Em suas caiçaras

Rastejantes calangos
Doces morangos
Uma simples vida
Como os molambos

Cultuavam os ritos
Eram todos bonitos
Eles deixavam
Os povos mais ricos

As multidões
Em suas procissões
Sempre felizes
Em suas orações

Pega o rosário
Cumpri seu fadário
E vive sorrindo
Aquele perdulário

São coisas do mundo
Dizia um moribundo
Na hora da morte
Num lamento profundo

Perdido na rua
Sem a imagem sua
Para mim luzia
A lânguida lua
Jair Santo Galgaro

fagulhas

Toda a felicidade,
Eu sinto nesse instante
Por ter-te ao meu lado!
Que momento exuberante.

É um momento tão sublime...
Que vejo tudo cintilar,
São as fagulhas de amor!
Que partem do teu olhar.

Túmidas de amor e desejo...
Que entre nós existe,
Agora vive sorrindo,
Quem antes estava triste.

Em teus olhos vejo tudo...
O céu, a terra, o mar!
Tu trouxeste toda a alegria!
Para a minha tristeza abrandar

Por que o tempo não para?
Nesse momento encantador!
Para nós vivermos perdidos...
Na magia do amor.


Jair Santo Galgaro

fadário

Senti o mundo cair
Ao ouvir essas palavras
Para ti soaram doces
Mas para mim elas foram macabras

Jamais esperei querida
Tuas palavras foram tão fortes
Elas foram tão terríveis
Como a sentença de morte

Não encontrei argumentos
Para te persuadir
Da tua decisão
de querer partir

Estou vivendo absorvo
Pela tristeza que me conduz
Não sei se ainda espero ver
Ao menos uma réstia de luz

Talvez ainda não fui
Por ti totalmente esquecido
Mas tua ausência deixou
O meu corpo entorpecido

Eu nem preciso dizer
Que teu amor é necessário
Eu já não sei viver
Que triste é meu fadário

São torrentes de saudades
Que vejo nesse momento
Só aquelas belas lembranças
Me faz feliz
Nesse momento

São lágrimas de saudade
Que meu coração destrói
Mortificando minha alma
Mostrando o quanto a saudade dói

Quando o sol transmontar


E chegar a escuridão
Irei buscar um acalanto
Para o meu coração

Jair Santo Galgaro

facho de luz

Só um facho de luz
Surgia lá do alto
O resto era só escuridão
Só brilhava um facho de luz

A noite estava mormacenta
No lago o canto das rãs
Os pássaros jaziam em silêncio A janela entre aberta estava

No canto uma mala
E o relógio, marcando o tempo
Sim, o tempo que não passava

Só a minha angústia aumentava
Eu só ouvia o canto das rãs
E só via um facho de luz
Passos eu não ouvia

Só o pulsar do coração
Lá fora a relva molhada
Refletia no facho de luz
Eu tudo olhava calado

Eu só desejava ouvir
Talvez sua voz
Ou então os seus passos
Porém só ouvia o canto das rãs

Jair Santo Galgaro

explendor

Esplendor

É mais um dia de vida
É mais uma esperança que nasce
O jardim está repleto de flores
No espaço paira a beleza

Em cada olhara paz se faz presente
O mundo é envolvido pelo amor
Agora há o gesto infinito do perdão
Todos finalmente se encontraram

Até as estrelas se tingiram de esplendor
E as águas do mar estão plácidas
E os espinhos se afastaram do caminho
A calmaria agora se faz presente


A miragem agora é realidade
O céu cingiu nossos sonhos
Sentimos agora o som da alegria
Que jamais terá fim

Jair Santo Galgaro

estrela pequenina

Era uma estrela pequenina
Que de longe eu avistava
Parecia falar comigo
Quando eu a olhava

Quando anoitecia
Eu ficava na janela
Só para ver surgir
Aquela estrela tão bela

Quando eu não a via
Para mim era anormal
Dentre tantas estrelas lindas
Era ela a principal

Aquela nuvem negra
As vezes teimava em ficar
Para esconder a minha estrela
Era uma noite de azar

Eu implorava nuvem negra saia
Para sempre da minha vida
Não posso deixar de ver
A minha estrela querida

Minha estrela pequenina
Que me dava tanta confiança
Deixe sempre eu te ver
Não mate minha esperança

Jair Santo Galgaro

estrela maior

Uma luz brilhou ao longe
Os raios lânguidos iam se aproximando
Iam ficando cada vez mais rútilos
A languidez ia ficando para trás

A claridade ia tomando conta
Tudo estava sendo invadido
Lá no alto jazia a rutila estrela
E o verde bordava a terra

As ruas estavam apinhadas
Eram adultos e crianças andando
Todos sob a luz que brilhava
Parecendo saudar um presente do céu

E as abelhas tiravam o néctar das flores
E a luz brilhava intensa
A mesma luz que brilhava aqui
Era a mesma que brilhava por lá

Era o brilho igual para todos
Era sempre a mesma luz
Que ilumina os oceanos
Que ilumina as matas

É a luz que traz a alegria
É a luz que nasce todos os dias
É a estrela de brilho infinito
Jair Santo Galgaro

espinhos

São seus aqueles doces lábios,
Que todo o meu amor possuiu...
Que fez apagar as más lembranças!
Que fez nascer um novo alento.

Não sei porque acreditei!
Se tudo foi um só momento,
Se a esperança logo definhou,
Tão tênue foi aquele momento.

Minha alma de novo está vazia,
Era um delírio tão somente,
Ensandecido eu estava por te ver...
Por ver a rosa que era só espinhos.

Só houve a tristeza em meu olhar,
Não havia alegria nos lábios seus,
Só as flores me sorriam,
Só elas cingiam o meu corpo.

Jair Santo Galgaro

espere

Agora está chovendo,
Tu tens que esperar!
A chuva está fria,
Tu não podes te molhar.

Espere mais um pouco!
Nós podemos conversar...
Depois podes partir,
Quando à chuva sessar.

Ó chuva tão bondosa!
Que tu continues assim,
Assim ela ficará,
Mais tempo perto de mim.

Deixe à chuva cair...
Por ti tudo eu faço,
Agora só quero sentir!
O calor do teu abraço.

Não fiques desesperada!
Vamos mergulhar no sonho...
Porque ainda está feio,
Este tal tempo medonho.

Parece que o tempo parou,
E a chuva está continuando...
Eu estou muito feliz!
E tu também está gostando.

É tanta felicidade,
Que sentimos nesse instante,
Se lá fora está frio!
Aqui é muito aconchegante.

Jair Santo Galgaro

espera

No perfume das flores tu estavas presente
Na água via teu rosto
No silêncio ouvi tua voz
Na brancura do algodão estava presente

Nos mais inóspitos lugares tu estavas
Naquele instante, inértil fiquei
Senti as matas com pena de mim
O torpor invadia meu ser
Desprovido de tudo sentia-me

Eu via o sono da morte
No delírio do lugar torrante
Minha face ruborizante queimava
Era a febre da solidão

Então perguntei a mim mesmo:
--Porque estou aqui?
Mas não tive resposta

Minha mente era um só turbilhão
Olhava fixo o agreste lugar
Pensei no aconchego do lar
Nem a chuva caiu para me consolar
Não desfrutava das magnitudes do dia

Tão tênue senti meu universo
Mas não queria perecer
Havia forças dentro de mim
Numa sobre vida então esperei

Um novo alvorecer
Um novo alimento para minha alma
Toda a bondade dos anjos
O brilho infinito do sol
O nascer de uma nova promessa

Jair Santo Galgaro

encantada

Nesse dia o sol brilhava mais
Havia mais prazer em cada olhar
As pessoas viviam sorrindo
Era um dia de plena felicidade

Até as matas estavam mais verdes
E as flores mais coloridas
Tudo estava tão diferente
Tudo era muito mais bonito

Parecia que todos estavam embevecidos
Tudo aí era espontâneo
Ninguém falava em guerra
A paz era proeminente

Até parecia ser uma miragem
As borboletas pairavam no espaço
Como querendo participar da linda festa
Era a mágica no ar

O encanto estava presente em tudo
Era um grito de regozijo
Se espalhavam as fagulhas de amor
Pelas ruas as crianças brincavam

O tempo estava aí parado
Encantado com os rútilos olhares
Em cada canto havia um toque de beleza
Assim era a cidade encantada

Jair Santo Galgaro

emoção

O seu semblante alegre,
Parado nele fiquei...
Na tua despedida
Te confesso eu chorei.

Aquele dia foi triste
Tudo perdeu seu encanto,
Minha vida ficou sombria!
Não sabia que te amava tanto.

Lembro de tudo ainda:
Faz exatamente um ano,
Que tu partiste querida
E eu fiquei no desengano.

Com a tua partida,
Tudo ficou fora do tom,
Até as canções mais lindas!
Para mim não tinham mais som.

Quantas noites de insonha,
Distantes dos teus carinhos
Minha cama parecia,
Ser feita de espinhos.

Agora que tu voltaste...
Minha emoção é incontida
Sei que agora irás ficar!
Sempre comigo querida.

Um ano eu vivi,
Nas trevas sem teu amor
Agora é o paraíso!
Vivendo com minha flor.

Jair Santo Galgaro

em fim

O que fazer agora!
Agora que tudo está vívido outra vez,
Agora que as matas estão verdes
Agora que está tudo em paz.

Este era o momento mais esperado,
Era o sonho acalentado por todos...
Era a plena realização,
Agora em fim ela chegou.

Agora só é festa,
O impávido povo está tranquilo...
Espocam os foguetes da alegria,
Cintila o sorriso em cada face.

A espera não foi em vão,
Surgi agora uma nova aurora!
A terra é toda paz,
O cálido sol chegou para brilhar.

O negro breu afastou-se para sempre...
Portas e janelas estão abertas,
As crianças lá no pátio brincando!
Os adultos sentindo-se realizados.

Também como as crianças brincavam,
O planger era de felicidade...
As palavras eram doces como o mel!
O som de uma linda sinfonia.

Jair Santo Galgaro

quarta-feira, 17 de junho de 2009

dor

Por caminhos tortuosos
As vezes nós seguimos!
Se estamos sofrendo
Daí então sentimos.

Sempre buscamos o melhor,
O ruim ninguém atura!
Por isso todos querem...
Para seus males a cura.

Basta ouvir uma canção!
Para curar o tédio,
Aí podemos ver...
Que ela é um bom remédio.

Para que ficar sofrendo?
Esta dor tão eloquente,
É melhor dar um fora!
Nessa dor que é inclemente.

Vá embora dor desgraçada...
Deixe em paz a criatura!
Pois tu horrível dor,
Nunca faz boa figura.

Sei que ninguém te quer,
Não adianta insistir...
Eu também não te aceito!
Tu terás de partir.

Jair Santo Galgaro

domador

Eu cheguei num instante
Para conferir o lance
Aqui há um potro xucro
E não há quem o amanse

Desculpe meus companheiros
Vim lá do fachinal
Vou mostrar minha qualidade
Domando esse bagual

Nasci no interior
Não interessa verbete
Quero mostrar para o potro
Como faz um bom ginete

Sei que és um bagual xucro
Mas agora tens que partir
Quando estou montado
Não gosto de cair

Não adianta corcovear
E siga o teu caminho
Eu só descerei
Quando tu estiver mansinho

Siga potro amigo
Sei que estás quase cansado
Mas quero ter certeza
Deste teu lindo troteado

Aqui está o potro
Já deixou de ser bruto
Depois de obedecer
Este peão astuto
Agora pode parar
Enxugue teu pelo molhado
Eu também vou partir
Não me faço de rogado

Tenho outro compromisso
Saio de relancina
Já domarei outro
Por gostar desta sina

No lombo destes bravos
Minha sorte eu cutuco
Gosto de deixar mansinho
Esses tais matutos

Jair Santo Galgaro

do fundo da alma

Brotou do fundo da alma,
Este profundo desejo!
De contar algo de bom,
Vou aproveitar o ensejo.

Falando de algo lindo,
Não parece brincadeira,
É muito lindo de ver!
O despencar da cachoeira.

Dentre tantas belezas,
Olhe lá de trás do monte!
Veja o sol tão lânguido,
Surgindo lá no horizonte.

Veja a beleza do inverno?
Enfeitando toda a mata,
A neve tão branquinha!
Deixando-a cor de prata.

Quando chega à noite,
Olho para o céu azulado,
E acho tão lindo
Aquele quadro pintado.

Jair Santo Galgaro

dissabor

Nunca mais quero saber,
Nunca mais quero ouvir!
Suas palavras mentirosas,
Então é preferível partir.

Estou partindo para sempre...
Não sou merecedor,
Eu sempre fui sincero
Você causou meu dissabor.

Num vale de sofrimento,
Você me atirou...
Eu que te amava tanto!
Agora sem ti estou.

Se você decidiu assim...
Eu terei que aceitar,
Mas a tua falsidade,
Não será fácil apagar.

Vou pensar no futuro,
Para esquecer o passado...
Vou esquecer todas as promessas!
De quem esteve ao meu lado.

Sei que nada deterá,
Minha ânsia de ser feliz
Não posso ficar preso,
Por alguém que não me quis.

Sei que tenho sofrido,
Mas ainda sou muito forte!
Vou seguir com esperança...
Para encontrar meu norte.

Não vou deixar meu coração,
Se transformar em tapera
Sei que alguém estará!
Sozinha a minha espera.

Jair Santo Galgaro

dias de hoje

Nesse túmido olhar,
Vi tudo tão normal...
A maldade campeando livre!
Num mundo muito desigual.

A violência sem controle.
Isso não faz sentido,
Se vencemos em outros campos,
Nesse só temos perdido.

Em busca de um novo mundo,
Muitos estão empenhados,
Para dar guarida...
Aos menos aquinhoados.

Esse povo miserável,
Isento de riqueza!
Só quer trabalho,
Para ter o pão na mesa.

A fome e a violência,
É o que sempre está na área!
Em todas as rodas...
É a resenha diária.

De tanta conversa mole,
O povo já está enjoado,
São sempre as mesmas figuras!
Com aqueles discursos marcados.

Mas ainda existe esperança!
Não são todos desonestos,
No meio de tanta serpentes
Sempre há os honestos.


Jair Santo Galgaro

dia de natal

O natal é um dia especial
Para toda a cristandade
Festejamos o aniversário de Jesus
Com muita felicidade

Ninguém sabe o dia exato
Em que nasceu o salvador
Esse foi o dia escolhido
Para festejarmos com louvor

Todos esperam presentes
Com muita emoção
Porém o maior presente
É ter Jesus no coração

A criançada animada
Esperam o papai Noel
Sempre com muita esperança
Sabendo que ele é fiel

Para ti querido mestre
Nós todos iremos cantar
As mais belas canções
Para te homenagear

Os sinos replicando...
Num soneto de alegria,
E todo o povo reunido!
Para festejar este dia.

Tu que nos dá tanto amor,
Nos livrando do azar
Um presente tão grande assim!
Ninguém poderá te dar.

Jair Santo Galgaro

dia das crianças

Nesses simples versos que faço
Mui repletos de esperanças
Acordei bem inspirado
E quero homenagear as crianças

Como é lindo ser criança
E não ver o tempo passar
Quando a única preocupação
É sorrir e brincar

Lá se foi o ano correndo
O dia chegou novamente
As crianças estão felizes
Esperando um outro presente

Os seus sonhos vão embalando
Sem esquecer estas imagens
São tempos lindos de criança
Parecendo até miragens

Eles partem saltitando
Para os amigos encontrar
A alegria é incontida
E os presentes vão mostrar

São momentos que se vão
Que bom se fossem infindos
Todos juntos reunidos
E os pais sempre sorrindo

É um momento sublime
Para a plateia dileta
Todos realizaram seus sonhos
De terem bola ou bicicleta

E as meninas por outro lado
Com carinhas de sapecas
É uma algazarra só
Brincando com suas bonecas

Jair Santo Galgaro

desprezo

Teu desprezo feriu minha alma,
Só a dor se faz presente sem ti!
Por que fostes assim tão má?
Hoje só ,fico a pensar.

Um amor sem raízes ficou,
Caiu lá do alto!
E fez nascer a saudade,
E agora mora em meu coração.

Meu olhar perdido está,
Só vejo tua imagem!
Tua voz não posso ouvir,
Só a solidão ingrata.

Para as matas tento olhar,
Olho para o céu estrelado,
Vagueio pelo espaço sem rumo!
Apenas resta a imensidão sem fim.

Jair Santo Galgaro

desencanto

Quedei-me a olhar as estrelas não havia brilho se quer
Queria ver a lua
Vi uma nuvem negra
Só algumas centelhas azuis
Sentia o marasmo tocar-me

Quedei-me a olhar as matas
Só ouvia o farfalhar das folhas
Queria ver as folhas vívidas
Mas o tempo as haviam secado

Quedei-me a olhar os vales
Só ouvia o rumorejar das águas
E o som estridente das cascatas
Até à chuva já havia sessado

Quedei-me a olhar os montes
O horizonte parecia invisível
Não encontrava resposta alguma
Parecia haver uma redoma em minha volta

Imaginei então meu rosto lívido no espelho
Onde estarão todas as coisas
Pois eu nada avistava
Nem ouvia o canto dos coiotes

Como um caracol fiquei recolhido
Tudo estava tão deserto
Desprovido do mais simples encanto
Seduzido por aquela solidão

Jair Santo Galgaro

culpado

Por que tanto reclamas?
Por estar longe de mim,
Eu não tenho culpa!
Pois tu quisestes assim.

Se hoje tu vives só,
E não consegue ser feliz,
Pois tu mesma disseste!
Foi o destino quem Quiz.

Quando estava comigo,
Tinhas todo o meu carinho!
Eu só tive o teu desprezo,
Agora parta para outro caminho.

Eu já encontrei o meu,
Sei que tu vais encontrar,
O caminho da felicidade!
Onde todos querem chegar.

Tu destruiste o sonho,
Que eu estava vivendo,
Mas agora sou feliz!
Outro sonho está nascendo.

Com essa nova flor,
Quero esquecer o passado,
E aquele alço sonho!
Por quem fui enganado.

Jair Santo Galgaro

cotidiano

O mercado já abriu
Eu aqui estou a pensar
Estou quase sem dinheiro
Como poderei comprar

O dinheiro está escasso
Que chega me causar tristeza
Mas para me alimentar
Tenho que por algo na mesa

Hoje eu sobre vivi
Meu dinheiro deu para o gasto
Porém amanhã não sei
Se vai sobrar para o pasto

A noite já chegou
É hora de ir deitar
Amanhã acordarei bem cedo
Pois terei que ir trabalhar

Assim são todos os dias
Quase não tenho folgado
Meu trabalho é intenso
E o salário é minguado

A cada dia que passa
Como num sonho de criança
O pobre trabalhador
Continua mantendo a esperança

Esse é o meu fadário
E de muitos quero crer
Porém a esperança
Nunca pode arrefecer

O sol está surgindo
O pássaro canta no galho
Eu também já levantei
E vou partir para o trabalho

Jair Santo Galgaro

coral

Canções tão dolentes,
Se faziam presentes
Nas vozes sublimes!
Daqueles inocentes.

Cantavam o amor...
Sem nenhum temor,
Felizes da vida,
Sem sentir dissabor.

A mesma canção,
Todos no mesmo tom...
Demonstrando que o mundo!
Ainda é muito bom.

Naquele coral,
Tudo era leal,
E a alegria,
Era tão normal.

Era tanta calma!
Todos batendo palma,
Era só felicidade...
Enchendo minha alma.

Encontrei a cura,
Com aquela doçura,
Num ambiente tão belo!
Feito de candura.

Jair Santo Galgaro

convite

Quero estender um convite
Para quem é doutro estado
Venha provar o churrasco
E tomar um mate amargo


O gaúcho é amigo
Não trata ninguém a coice
Quem não gosta de mate amargo
Poderá tomá-lo doce

Puxe a cadeira vivente
E fique bem a vontade
Porque o doce mais doce
Há de ser nossa amizade

Nós temos grandes rodeios
De fama internacional
Todo o povo reunido
É mesmo sensacional

Tu irás te sentir em casa
E terás muitas emoções
Quando ir para um surungo
E conhecer nossas canções

Um surungo é divertido
Aqui somos todos iguais
Todos dançam no compasso
Das canções tradicionais

Até o que era mais desgarrado
Quê mora no fim do mundo

Arranja um jeito para vir
E dançar nesse surungo

Por isso que o forasteiro
Sempre sai daqui contente
Parte cheio de saudade
E quer voltar novamente

O gaúcho agradece
muito pela sua visita
E obrigado por achar
A nossa terra tão bonita

A gauchada é quem manda
Um abraço muito forte
Para todos os irmãos
Que vivem de sul a norte

Quem ainda não visitou
O meu pago que se habilite
Pode vir a qualquer hora
Nem precisa de convite


Jair Santo Galgaro

contrastes

Há mais um inverno para desfrutar
O vento gélido sopra intenso
Os pingentes gélidos, lá do céu estão caindo
Uns admiram, olham a beleza

Outros diante das lareiras
Os miseráveis se escondendo
Para eles o frio é impiedoso
Só lhes restam os velhos trajes
E dão graças a Deus com alegria
E sonham com o sol que há de surgir

A noite é uma festa
A neve bordando a vidraça
O fogo na lareira crepitando
E um bom vinho para completar

Os pobres procuram os trastes, para se aquecerem
A beleza da neve não lhes dá alegria
Só o que lhes resta, é sonhar
Talvez um dia, um novo amanhecer

Jair Santo Galgaro

conquistas

A lua está tão alta...
Muitos queriam pegá-la
Quem pensaria que um dia!
O homem pudesse alcansá-la.

O homem se vangloria,
Dizendo que é um grande artista
Achando que tocar a lua!
Foi uma grande conquista.

Depois de voar tão alto,
E voltar para o mundo terreno
Vejo que o homem continua!
Sendo ainda muito pequeno.

Se foi uma grande conquista
Disso não vou duvidar,
Mas aqui na terra ainda temos,
Muitas coisas para alcançar.

Dentre todos os sonhos grandiosos,
São tantos os pontos de vista
Mas vivermos com igualdade,
Seria a maior conquista.

Já conquistamos tanto!
A humanidade é mesmo tenaz,
Só o que parece impossível
É conquistarmos a paz.

Por isso que o povo,
Neste planeta vive sofrendo!
só porque não foi conquistado
O que muitos estão querendo.

Não é difícil saber,
O que a maioria almeja
Viver num mundo de paz!
É o que o povo deseja.

Só o estudo não resolve
Não é uma garantia
Tanto estudo não compensa,
Se não temos sabedoria.

Jair Santo Galgaro

coisas da vida

A maioria vive lutando,
Para sair da pobreza!
A minoria está lutando,
Para manter sua riqueza.

Uns vivem em coberturas!
Feitas com esmero e capricho,
Outros miseráveis vivem!
Reunidos num cortiço.

Tantas crianças pedindo esmola,
Eu vejo pelas ruas!
Vivendo quase sem nada,
Esfarrapadas quase nuas.

Pensando no futuro,
Lá vai o trabalhador!
Para mais um dia de luta,
Seja frio ou seja calor.

O povo já está cansado,
Daquelas velhas conversas,
Lá vem outro fulano!
Fazendo novas promessas.

Jair Santo Galgaro

céu

Olhando para o céu...
Vejo o quanto tu és bonito!
Tu és a inspiração,
Para muitos versos ricos.

Tua beleza excelsa,
Desfraldada lá no alto...
Nós todos a admiramos!
Nossos olhos a tomam de assalto.

São milhões de estrelas
Como pingentes prateados,
Olhando-as de tão longe!
Nós ficamos embasbacados.

O sol surge no horizonte,
Até para quem vive ao léu...
Ele chega calmamente!
Caindo lá do céu.

Com os seus raios ultravioleta,
Para nos aquecer a todo o instante...
São vindos lá do céu!
Daquela estrela gigante.

A beleza vem do céu...
É mesmo de encantar,
Não há nada mais bonito!
Do que uma noite de luar.

Jair Santo Galgaro

cantando o sertão

Eu pego a viola e canto
Os versos partem do chão
A minha mente se agita
Para cantar meu sertão

A viola vai sorrindo
Apertada entre meus braços
O povo sempre aplaude
Os versos simples que faço

Para compor os meus versos
Eu parto da natureza
Ela me inspira e me sustenta
Ela é a minha riqueza

Aqui tudo me inspira
Pois a terra não é ingrata
Parte do canto do galo
Até o som da cascata

Logo cedo estou de pé
Já estou de viola na mão
Porque eu vivo cantando
E aqui encontro inspiração

A passarada cantando junto
Com isso não me atrapalho
Tudo isso me inspira
É lindo o que vem do galho

A viola sempre está afinada
Todos gostam de ouvir seu som
Minha voz dentro do compasso
Anda certinha sem sair do tom

Eu vivo sempre disposto
Aqui eu tenho liberdade
A minha maior riqueza
É ter muita felicidade

Trabalho eu tenho bastante
Quero que me acredite
Nem bem paro de cantar
Já recebo outro convite

Em cada lugar que chego
Vou dizendo com franqueza
Todos sabem que canto
As coisas da natureza

Eu sou amigo de todos
Quero que fiquem sabendo
Quero ver os meus colegas
Juntos comigo crescendo

A amizade é bonito
Seja em qualquer profissão
É tudo muito verdadeiro
O que falo nesta canção

Canção que anda depressa
Para a minha felicidade
Vai entrando em cada lar
Levando minha amizade

Quando você ligar o rádio
E me ouvir cantando
Através desta minha canção
A todos estarei abraçando

Quero que a minha canção
Seja um foco de esperança
Com vocês que são meus fãs
Está feita uma aliança

Jair Santo Galgaro

cavalgar

Em companhia do vento,
Eu vou cavalgar...
Por vários lugares!
Eu quero passar.

Cruzarei os mares,
Sem pressa de chegar,
Para ver as imagens!
Mais lindas do lugar.

Num passo lento,
Eu vou chegar...
Levado pelo vento!
Eu não irei cansar.

Verei as estrelas,
Pelo meu caminho,
Não vou sentir medo!
Pois não estou sozinho.

Continuarei a viagem...
Se o vento não parar,
Irei para bem distante,
Antes de regressar.

Mas é hora de voltar,
Senti muita felicidade,
Mas apesar de tudo!
De lá sinto saudade.

Jair Santo Galgaro

casa

Vou descendo a ladeira...
Sem temer a má sorte,
Sempre feliz estou!
Na tristeza dei um corte.

Quem desce a ladeira,
Depois tem que regressar!
Para a nossa casa,
Sempre esperamos voltar.

Vi muitos partir...
Jurando nunca mais voltar,
Hoje vivem sofrendo!
Por não ter um lar.

A saudade nos pega,
Quando distante estamos!
Daí é bem melhor...
Estar perto de quem amamos.

Não é fácil partir...
Do lugar que nos viu nascer,
Para ficar perdido!
Isso nos faz planger.

Existem muitos espaços vazios...
Por entre as estrelas no céu,
É fácil ficarmos sós!
Se quisermos viver ao léu.

A nossa casa,
E uma beleza,
Nela sempre queremos morar
Ela é a nossa riqueza.


Jair Santo Galgaro

casa triste

Eu fui até a rua...
Onde você morou,
Queria notícias suas!
Mas ninguém me informou.

Fugiu sem dizer nada...
Àquela menina atrevida,
Não sei onde andará!
A minha doce bandida.

Sei tudo era mentira,
Que falso era teu amor!
Em suas palavras acreditei,
Por isso é grande meu dissabor

Você pensou fugir de mim,
Isso não era preciso,
Sei que entre nós!
Não era um paraíso.

Espero que sejas feliz,
Eu também quero ouvir isso,
Num gesto de amizade!
Quem é que não gosta disso.

A casa está tão só,
A saudade não se solta...
Lá tudo é tristeza,
Esperando a sua volta.

Já que você anda sumida,
Mas eu estou por aqui!
Certamente você me esqueceu,
E eu esquecerei de ti.

Jair Santo Galgaro

cantos

Se queres que eu cante!
Aqui nesse instante?
Eu canto com gosto,
A vida não é maçante.

Um galo cantou,
E o outro replicou,
O dia está chegando!
E à noite findou.

Ele agora está,
Lá num pé de araçá!
Cantando tão lindo,
É o amigo sabiá.

Uma suave canção,
É a mais pura expressão!
De quem mais amamos,
Do fundo do coração.

Canções de dor,
Canções de amor!
Despertam a alma,
De um sonhador.

Um canto de louvor,
Para o nosso Senhor,
Porque ele é,
A inspiração do amor.

Jair Santo Galgaro

segunda-feira, 15 de junho de 2009

caminhos

Aquelas ações perfeitas,
Que tivemos sem errar,
Se erramos alguma!
Foi na ânsia de acertar.

Às vezes nós tentamos,
Mas ficamos a deriva,
Agora o que vale!
É a próxima tentativa.

Não vamos esmorecer!
A nossa pegada,
Ainda temos pela frente,
Mais uma jornada.

Por um caminho seguro,
Sempre em boa companhia!
É que podemos demonstrar,
Toda a nossa galhardia.

Para vencer a corrida,
Nós temos que ser aguerridos,
Porque os caminhos da vida...
Quase sempre são compridos.

Sempre temos obstáculos!
Durante a nossa jornada,
Nem todos atravessam,
A linha de chegada.

Sei que a linha de chegada,
Pode estar muito distante,
Mas se todos chegarmos lá!
Isso é o mais importante.

Jair Santo Galgaro

caminhada

Na calma das águas
Ou na brisa leve
Quem parte com saudade
Retorna sempre em breve

Há uma voz que chama
Acompanhando o seu andar
Até parece sua sombra
Lhe pedindo para voltar

A estrada é longa
Ainda demora para chegar
E a voz saudosa
Continua a lhe acompanhar

A poeira do caminho
Nunca lhe tira o sossego
Pois sabe que no céu
Tem Deus para dar arrego

Como um cão vai farejando
Sentindo o cheiro da flor
Seu coração ensandecido
Pede um pouco de amor

As folhas vão caindo
Embaladas pelo vento
Só no fim do caminho
Vai acabar seu lamento

A cada passo dado
Vai se encurtando o caminho
Falta agora pouco tempo
Para não estar sozinho

Com os pés calejados
Os passos se apequenando
Há sorrisos de alegria
Pelo momento que vem chegando

Sim é só felicidade
Está ficando tudo certo
EIS UM GRANDE PRÊMIO
Depois de cruzar o deserto

Agora olhando para trás
Há canhadas e coxilhas
Mas quem anda com afã
Não vê tantas maravilhas

Ninguém se perde pelo caminho
Quando algo quer conquistar
Toda a distância é curta
Quando se quer chegar

Jair Santo Galgaro

cacarecos

Hoje recolhi o lixo
Juntei todos os cacarecos
O que fazer com esta imundície
E levei embora os tarecos

O que não presta jogo fora
Para limpar o lugar
Mandei tudo para longe
Para não incomodar

Nada prestava mesmo
Ocupei todo o meu dia
Mas consegui me desfazer
Daquela quinquilharia

Deixei tudo limpo
Coisas novas vou comprar
O espaço é necessário
Para tudo embarbar

Eu já pôs tudo em ordem
Como ficou legal
Ficou maravilhoso
Esse lugar colossal

Lá se foi o meu dinheiro
Isso não é problema
Tudo está um brinco
Como um lindo poema


Jair Santo Galgaro

caloteiros

Na conversa são professores
Vestem-se como os doutores
Pode ser roupa emprestada
Diz que são inteligentes
Mas na suas mentes
De útil Não têm nada

Sempre estão sem dinheiro
São famosos caloteiros
Não dá para acreditar
Eles vivem comprando
Mas pagar sei lá quando
É só para se incomodar

Com eles não têm compromisso
Ficam sempre no enguiço
Parecem não se dar conta
Fazem que não estão lembrando
E deixam o outro esperando
Feito uma barata tonta

Eles moram na aldeia
E não têm medo de cadeia
Mas estão desconfiados
Um dia ninguém mais vende
Quem sabe eles entendem
Que são uns derrotados

Seria bom de mais
Se todos fossem leais
Brigar não seria preciso
Isso é normal
Ter um pouco de moral
Ninguém teria prejuízo

Jair Santo Galgaro

sábado, 13 de junho de 2009

brilho

Lá vem num sorriso!
Feliz e contente
Trazendo na mente,
O que é preciso.

A mente sadia,
E sem falsidade,
Um pouco de saudade,
Que vem todo o dia.

Sai pela rua,
Tranquila e calma
Trazendo na alma!
A bondade sua.

Não vê o tempo que passa!
É como uma estrela,
Lá do alto para vê-la,
Sem temer desgraça.

Vem lá do fundo!
A inspiração,
Traz no coração,
Um gesto profundo.

Jair Santo Galgaro

brigas

Para esse povo...
Que gosta de uma encrenca,
Está sempre sujeito!
De levar um tapa nas ventas.

Se diz ser o valentão,
Mas sempre é derrotado...
E acaba acordando,
Com o olho todo enxado.

Esses sujeitos brigões,
Sabem que não são de nada,
O que pode lhes sobrar!
É a cara esfolada.

Por isso povo brigão...
Fique a imaginar,
Se bater é crime!
Pior é apanhar.

Para vocês fanfarrões,
Que esperam uma deixa,
E só partem para a briga!
Com a pinga na cabeça;

Eu não gosto de brigar!
Esta palavra de mim exala,
Mas eu parto para isso,
Se pisarem no meu pala.

Ficar brigando por bobagens,
É ruim sim senhor
Mas se for por algo que preste...
Aí a briga têm valor.

Jair Santo Galgaro

Brasil

Na cidade eu vejo
Os muitos movimentos
Muitos seguem correndo
E outros num passo lento

Na beira das calçadas
As plantas para enfeitar
Toda a nossa cidade
Que bonito é olhar

São muitos municípios
Por esse Brasil amado
Todos têm suas belezas
Que deixa o povo encantado

São tantas cidades pujantes
É para ficar muito feliz
Vemos em todas as regiões
Desse nosso querido país
É mesmo um país gigante
Esta terra colossal
Aqui também se trabalha
Não é somente carnaval

Brasil és a esperança
Dos teus habitantes sonhadores
Que povo maravilhoso
Essa mistura de cores

São muitos estrangeiros
Eles chegaram por tantos caminhos
Aqui chegaram para ficar
E agora somos todos vizinhos

O Brasil que foi colônia
Do reino de Portugal
Agora já desponta
Como um gigante mundial


Jair Santo Galgaro

borboletas

Uma borboleta pairando
No espaço com alegria
Ela parte voando livre
Sem temer o novo dia

As suas asas branquinhas
Com o sol vão reluzindo
Mostrando que a natureza
É o fenômeno mais lindo

Existe coisa mais bonita
Do que isso que estou falando
De vermos lá no céu
Uma borboleta voando

Uma se unindo a outra
Vão surgindo aos borbotões
O espaço vai ficando enfeitado
Agora já são milhões

Aquelas asas branquinhas
Parece que estão perdidas
Dentre tantas outras
Asas multi coloridas

Para elas não existe pátria
Estão sempre viajando
Elas ultrapassam as fronteiras
E vivem pelo mundo girando

Para os colecionadores
Que vivem cassando borboletas
Ajudem cultivar a natureza
Não sejam assim tão caretas

Elas são lindas voando
Não em salas guardadas
Que malditos são vocês
Que querem vê-las coladas

Jair Santo Galgaro

belos tempos

Quando eu era criança,
O tempo não parecia andar...
Agora que sou adulto!
O tempo não quer mais parar.

Hoje os anos passam...
Com uma grande velocidade,
Quando eu era criança!
Um ano era uma eternidade.

Eu queria crescer de pressa,
Ser grande como meus pais...
Mas agora quando lembro
A saudade dói demais.

Sim, saudade daquele tempo,
Que tão pouco durou...
Hoje levo no bojo!
A saudade que ficou.

Não havia problemas,
Era somente alegria,
Eram só brincadeiras!
Para passar o dia.

Queria que o tempo passasse...
De crescer eu tinha esperança,
Agora o que mais desejo!
É ser uma eterna criança.

Jair Santo Galgaro

belezas da vida

Somos muitos andando por aí
Pelo palco da vida
Cada um levando um sonho consigo
E a alegria de viver

Lá vamos tirando a coligem do caminho
Quebrando as amarras que nos cingem
Como a água bravia que desce a montanha
Como o pássaro que voa em busca do ninho

Há os que estão em silêncio
Mas nos lábios há sempre um sorriso
E na alma a paz
E no olhar a esperança

Todos seguindo lado a lado
Com as muitas dificuldades
Mas também encontrando muitas belezas
A beleza das pessoas que nos rodeiam
A beleza do sol que nos ilumina

A beleza da calma brisa
Que toca nosso rosto
A beleza de saber que Deus está conosco

A beleza de saber que somos alguém
Somos artistas poetas, cantores
Professores, psicólogos, jornalistas
Sábios, pensadores e humanistas

Jair Santo Galgaro

belas lembranças

A noite chegou
E o céu sem estrelas
Só há túmidos relâmpagos e trovões
Os relâmpagos são flechas certeiras

Só ouço o rumorejar das nuvens
As gotas no telhado tamborilam
Aqui estou eu sentado à beira do fogão
Lá fora o farfalhar das folhas

Folhas que caem lentamente
Como pingentes voando pelo ar
Em minha mente vagueiam os pensamentos
Daí começo minha viagem

Viajo por entre a mata
Que está encharcada pela chuva
Os nativos repousam em suas ocas
Os pássaros, todos em silêncio

Fiquei aí parado
Só o silêncio tudo cingia
Daí, fui saindo lentamente
Imaginando o sol surgindo no horizonte

Com seus raios lânguidos
Os nativos caçando ou pescando
Daí parti para a cidade
Sentei-me no banco da praça

Os luzeiros todos acesos
Pareciam querer imitar o sol
As pessoas passavam por aí
Mas ninguém notou a minha presença

E eu só queria viajar
Agora para bem distante
Talvez num cavalo alado
E lá ia eu cortando o espaço

A chuva, relâmpagos e trovões estavam distantes
Aqui o sol brilha
O céu está todo azulado
Os pássaros cantam alegremente

O silêncio também ficou tão longe
Aqui a luz é natural
O brilho penetra pelas janelas
Tudo está em movimento

Aqui eu ouço muitos sons
São os sons mais belos
Eu andava sem parar
E olhava tudo em minha volta

A viagem era tão maravilhosa
Mas eu teria que regressar
Mas tudo ficaria gravado em mim
As mais belas recordações

Então devagar fui despertando
Agora tudo era real
O fogo já não crepitava
O fogão estava frio

O sol surgia no horizonte
Então abri as janelas
Debrucei-me e aí fiquei
Contemplando o novo dia nascer

Jair Santo Galgaro

bebida amarga

Sorvi a bebida mais amarga
Tive os mais terríveis pesadelos
Não via a luz brilhar
Tudo era um descampado

Como uma rês desgarrada estava
Os prados verdes haviam secado
Só a má sorte campeava
Eu era um barco a deriva

Para mim não havia consolo
Não encontrava lenitivos para a minha dor
Só sentia o acre sabor da infelicidade
Sentia a minha vida arrefecer-se

Era como a história daquele personagem
Sua história parecia ser a minha
Só o sofrer era constante
Eu era parte daquela pantomima
Mas a minha história era real
Não era simples peça teatral
Não era apenas utopia
Eu me via como um renegado

Simplesmente não valia apena viver
A coligem invadia o meu caminho
Eu pisava na areia movidiça
Meus pés afundavam a cada passo

Em pleno deserto me encontrava
O meu presente em pó transformado estava
Eram só lembranças de um sonho remoto
Tudo era um só caos

Jair Santo Galgaro

baú

Hoje é segunda feira
Estamos em plena primavera
Um novo dia já chegou
O sol já ilumina os cumes

Os dias agora são mais longos
Em fim o inverno ficou para trás
As flores estão por todo o lado
Deixando um belo rastro colorido

Eu estou aqui a pensar
No silêncio deste momento
As mais diferentes lembranças surgiram
Eu fiquei viajando por entre elas

Lembranças dos tempos de criança
Que eu ficava esperando o papai Noel
As doces recordações dos meus pais
De seus conselhos que nunca esqueci


Lembranças de momentos tão sublimes
Percebi então que de nada esqueci
Tudo ainda está guardado
E hoje abri o baú das minhas recordações

Eu Só queria as belas recordações
Mas aí estavam todas elas
Todas no mesmo baú
Até as mais tristes aí estavam

Lembrei-me das pessoas que partiram
Dos amigos e amigas que estão em outra morada
Era um filme passando em minha mente
O orvalho brotou dos olhos meus

Eu estava aí imóvel
Entorpecido eu vagava
Dentre tantas recordações
O baú jazia aí aberto

Aquelas imagens cingiam meu ser
Havia imagens de alegria
E outras imagens tristes
Tudo parecia surgir do nada

Cada passagem tocava minh'alma
Em cada passagem um um pedaço de história
Neste momento eu a revivia
Eu sentia prazer e tristeza

Num relance fui despertando
Estava de volta o presente
O baú fechou-se então
Apagavam-se as antigas imagens

O baú lá num canto ficou
O presente agora devo viver
O sol agora brilhava intenso
Em passos lentos saí por aí

Jair Santo Galgaro

assuntos

São os assuntos de sempre
É a guerra pelo caminho,
Deixando os destroços para trás,
E enchendo nossa vida de espinhos.

Os traficantes impondo suas leis,
Já não se sentem amedrontados!
Infrentando as autoridades,
Dos poderes organizados.

A corrupção na polícia.
É um assunto diário
É corrupção na política,
Ou é no judiciário.

O desemprego aumentando,
Isso não é coisa nova!
São velhas questões,
Que sempre estão em voga.

O salário é muito baixo!
Pelo que foi trabalhado,
Já não sobra quase nada,
Para o menos aquinhoado.

Jair Santo Galgaro

astúcia

Quem alcançou sua meta,
Agora está contente
Quem chegar primeiro!
Agradece o presente.

Depois de tanto esforço,
Com muitas horas de treino
A vitória foi alcançada,
Foi merecido o prêmio.

Aquele que têm confiança,
E não se enreda no laço,
Não se dá por derrotado!
E não conhece fracasso.

Não são só desventuras,
Que o mundo nos oferece,
Dizem que a vitória sorri
Para aquele que merece.

Se a subida for violenta,
Mas nossa vontade é tamanha,
Todos queremos chegar!
Lá no cume da montanha.

O vento está soprando...
Aqui nessa altura,
Tem que usar de astúcia,
Quem quer fazer boa figura.

Jair Santo Galgaro

as muralhas

As muralhas já não existem
Todas elas foram destruídas
As pedras transformaram-se em pó
Em fim o pesadelo acabou

Todos andam em plena liberdade
O medo já não faz parte da vida
Agora o lábaro brilha intenso
Até o sol brilha com mais ardor

E as estrelas parecem sorrir
No ar jaza toda a felicidade
Pelos cantos a paz que retornou
Aqui tudo é festa

Os brados são somente de alegria
Os luzeiros brilham para todos
Cada um ouve sua canção preferida
As crianças não temem o futuro

Os olhares se reencontraram
A orquestra anda afinada
Todos têm o seu valor
As muralhas são uma triste lembrança
Jair Santo Galgaro

as flores

Não consigo entender...
Estas flores no jardim!
Vivendo todas lado a lado,
Parecendo um sonho sem fim.

Todas são perfumadas...
E encantam o meu olhar,
Brilhando intensamente!
Cada uma em seu lugar.

Elas têm seus mistérios,
Aqui tudo é nobreza!
São flores tão pequeninas,
Donas de tanta beleza.

São lindas rosas!
De alegria fazendo caretas,
Todas em companhia...
Dos lírios e das violetas.

em harmonia,
Enfeitando o jardim,
É a expressão da beleza
É a mágica sem fim.

Jair Santo Galgaro

sexta-feira, 12 de junho de 2009

aprendizado

Nem todos alcançam...
As portas do céu,
As almas penadas
vagueiam ao léu.

Para fazer o bem,
Nós temos que viver
E a glória final!
É para quem bem merecer.

Ficar sempre de pé,
Sem cair no chão
Nem tudo na vida,
Dá em profusão.

São muitos erros...
Feitos sem pensar,
Mas também muitos acertos!
Para nos regozijar.

Pela vida a fora...
São muitos os DANOS,
Mas todos procuramos
Atenuar os enganos.

A vida é um aprendizado,
Que nos deu tantas lições...
Agora só nos resta!
Resolver as equações.

Nós devemos sempre,
Prestar muita atenção...
Para melhor!
Aprender a lição.

Nem tudo é brincadeira,
Algo deve ser levado a sério...
Porque a vida nos traz!
De surpresa algum revertério.

Jair Santo Galgaro

poesia sobre o braille

Com ele vejo as horas,
no relógio da ilusão
Braille amigo fique sempre
dentro do meu coração.

O Braille é um vendaval,
mais forte que um ciclone,
com ele escrevo na agenda
o número do seu telefone.

Os sonhos que eu tinha,
consegui realizar
graças ao Braille,
eu pude avançar.

Na memória eu te levo,
também no coração
contigo tão perto
não têm confusão.

No nosso dia a dia
o Braille é necessário,
porque sei o dia do mês
consultando meu calendário.

O que eu lhes digo agora,
é com orgulho não nego
o Braille meu amigo
é útil para todo o cego.

Com ele escrevo no claro
também escrevo no escuro,
com ele li no passado
também lerei no futuro.

Ele é muito legal
medo de dizer não tenho,
pois ele eu sempre uso
para fazer meu desenho.

Quando eu faço um desenho,
não gosto de me enganar
com ele faço um contorno
para saber onde pintar.

Sei da sua importância
é novo alento,nova aurora
estamos melhor hoje,
do que nos tempos de outrora.

Vieste de tão longe,
para comigo ficar
que bom saber de ti,
não cansarei de falar.

Como grão de areia
em minha folha te senti,
jamais apagarei,
tudo aquilo que escrevi.

É uma centelha divina,
esta coisa majestosa
Braille, um dia nasceste
hoje todo o cego goza.

Como pisadas de um pássaro,
tu ficaste no papel
mas se não fosse você,
tudo seria cruel.

O Braille, é importante
eu sempre direi assim
ele é como as flores,
plantadas no meu jardim.

O Braille é importante,
isso eu jamais nego
sem ti o que seria de mim,
um ser humano cego.

Vi uma coisa engraçada,
vi pontinhos de alegria
era o Braille que estava aprendendo,
para usar todos os dias.

Depois que te conheci
naqueles tempos de outrora,
ficarás sempre comigo,
jamais te mandarei embora.

Imagine, a escuridão
coisa que não seduz,
mas chegou o Braille
trazendo para o cego a luz.

Tantas coisas na vida,
contigo aprendi
se não fosse você,
eu não estaria aqui.

Com ele nós tivemos,
muitas lutas com vitória
a vontade de vencer,
e o Braille na memória.

Desculpe o que vou dizer,
não fiques ofendido
cego que não conhece o Braille,
no mundo está perdido.

Cartinhas de saudades
cartinhas de amor,
para ela eu mandei
em Braille, sim senhor.

Ele é útil para tudo,
lhes digo com alegria
serve para demonstrar
a nossa sabedoria.

Te conheci um dia
pois não canso em dizer,
que tu és um grande amigo,
que não canso de enaltecer.

Não a distinção de raça,
nem de credo ou de cor
todo o cego usa o Braille
com carinho e amor.

Peguei reglete e ponsom,
para escrever esta poesia,
para homenagear Louis Braille,
digo com muita alegria.

Quando acordo inspirado,
adivinhe meu irmão
quem eu uso no momento
de escrever uma canção.

Falo para todos vocês,
que são amigos meus
o Braille para mim,
foi um presente de Deus.

Chega de escuridão,
de estradas cheias de espinhos
o Braille é só luzes,
espalhadas pelo caminho.

Esta poesia que faço,
é para te homenagear
nosso grande amigo Braille
sempre #êi de te saudar.

Quando eu não sabia de ti
minha vida que tristeza,
agora que eu sei de ti,
minha vida é uma beleza.

Com a sua presença,
temos mais facilidades
se não existisse você,
teríamos mais dificuldades.

Com ele escrevo carta,
também escrevo cartão,
por isso lhes digo amigo,
o Braille é nosso irmão.

Ele é tão importante,
você nem pode imaginar
por isso escrevo estes versos,
para o Braille exaltar.

O Braille para o cego,
é como um tesouro
por isso eu o comparo,
como seis pingos de ouro.

O Braille é nosso amigo
que veio para ficar,
nas tarefas da escola,
só ele pode nos ajudar.

Para lermos qualquer livro,
ou revista,vou falar
usamos sempre o Braille,
que não canso de exaltar.

Da nossa mente amigo
jamais serás apagado
quem te descobriu um dia,
viverá sempre ao teu lado.

Era o Braille que chegava,
era o Braille que surgia
para dar mais esperança,
a minha vida vazia.

Ele fonte do saber
ele é mesmo um sucesso,
ele está presente,
em todo o universo.

O Braille para o cego,
é de primeira grandeza
sem ele é ruim,
mas com ele é uma beleza.

O Braille,para mim
é uma linda canção,
por isso estás sempre,
dentro do meu coração.


O Braille é importante
eu não canso de falar,
por isso meu amigo,
eu não posso me calar.

Jair Santo Galgaro

terça-feira, 2 de junho de 2009

Aniversariante

Estamos aqui reunidos,
Para contigo festejar!
O teu aniversário,
E com carinho te cumprimentar.

Até as estrelas no céu!
De alegria estão sorrindo,
Para compartilhar contigo,
Este dia tão lindo.


Que linda é a data de hoje!
Em que tu estás completando,
Mais um ano de vida?
Os parabéns estamos cantando.

Nós estamos aqui cantando,
Nesse glorioso dia!
Para demonstrar que existe,
Entre nós muita alegria.

Nesta data de zúbilo,
Em que a beleza enradia,
É mais experiência!
É mais sabedoria.

Te cumprimentar com prazer,
É tudo o que nos resta!
Esperamos que todo o ano,
Seja uma eterna festa.

Jair Santo Galgaro

O andarilho

Nem migalhas para recolher
Nenhuma voz em seu socorro
Na mente só um sonho
O desejo de chegar

Porém não sabe onde chegar
Lá vai ele sem destino
O cálido sol queima seu rosto
Às vezes senta à beira do caminho

Fica só a pestanejar
Dá graças pela sombra tão amiga
Então olha para trás
E tenta contar os quilômetros

Mas só lembra que foram muitos
Daí, olha para frente
Não imagina a imensidão
São muitas léguas para percorrer

E ele não sabe o destino final
Só sabe que vai andar
E segue pachorrento pela estrada
Não sabendo onde chegar

Vê nas curvas da estrada
Os extensos verdes prados
Olha a lua surgindo no horizonte
O sol já abranda seu luzeiro

Jair Santo Galgaro

Andar

Depois de tanto andar,
Senti o sol queimar meu rosto
Mas andava com prazer!
Para satisfazer meu gosto.

Eu estava muito cansado,
Depois de andar o tempo inteiro
Então sentei-me um pouco!
Na sombra do salgueiro.

Aí fiquei pensando,
A Até a hora de ir
Obrigado sombra amiga!
Mas eu tenho que partir.

Retomei o meu caminho,
Não sei quando vou chegar!
Ainda restam muitas léguas,
Por isso não posso parar.

Sei que em breve chegarei,
Agora ando apressado,
Sei que vou sorrir feliz!
Quando chegar ao lugar traçado.

Já estou no fim da estrada,
Andei uma eternidade!
A certeza da chegada,
São as luzes da cidade.

Jair Santo Galgaro

Amor

Nasceu uma flor,
Morreu um amor!
Deixando no coração,
Uma grande dor.

Encontrei outro amor,
Para me dar guarida,
É um amor verdadeiro!
Ela não é fingida.

Não era para ser!
Um amor tão ruim,
Que tirava pedaços,
De dentro de mim.

Nada é mais lindo,
Do que um amor puro,
Tudo é brilhante!
Mesmo no escuro.

Como as estrelas,
Que brilham no céu,
O teu amor!
É o maior troféu.

Jair Santo Galgaro

Amor virtual

Mesmo tu estando distante...
Eu sinto muita felicidade,
Quando não falo contigo!
Quase morro de saudade.

Quando tu me chamas
Tudo eu deixo de fazer,
E bem depressa vou,
O seu chamado atender.

E quando eu te chamo...
Para matar a saudade
Se tu demorares para atender!
Fico louco de ansiedade.

Como é bom falar contigo,
Neste sonho vou navegar...
E se Deus quiser,
Um dia vou te encontrar.

Enquanto isso não acontecer
De nós não unirmos neste laço,
Nosso namoro continua...
Assim mesmo pelo espaço.

Beijinhos vão beijinhos vem,
Eles não cansam de partir
Beijos quentes e molhados
De nossas bocas sinto sair.

Se a dádiva do amor
Em nossa vida brilhar,
Se for essa nossa sina!
Juntos iremos sonhar.

Os dias vão passando...
Estou achando legal,
Cada dia aumenta mais!
O nosso amor virtual.

Jair Santo Galgaro

Alvorecer

Acordo sempre bem cedo,
Para ver o sol nascer!
Vejo um raio de luz,
Na janela aparecer.

Então vou para a janela,
Fixando o meu olhar
Olho para a mata!
Ouço os pássaros cantar.

É tudo felicidade!
O alvorecer é lindo,
Olho para o céu,
E vejo a lua partindo.

Como brotou o dia!
A noite foi embora,
Deixando tudo mais velo,
Ao romper da aurora.

Vou esperar outra noite chegar!
E acordar na madrugada,
Para rever a beleza,
Da majestosa alvorada.

Jair Santo Galgaro

Algazarra

Vai voando aquela ave
Num jeito assim tão suave
Vai cruzando o espaço
Como se fosse uma nave

Com o céu azulado
Até pode estar nublado
Lá vai o pássaro
Naquele vôo empolgado

Depois de cansado estar
Ele pensa em regressar
Ele avista uma árvore
E ali mesmo vai pousar

Aquele canto lindo
Que lá da mmata está vindo
Me traz alegria
Por isso estou sorrindo

No meio do gramado
Numa pedra sentado
Eu fico ouvindo
Oseu canto redobrado

Ao ouvi-lo cantar
Começa se aproximar
O resto do bando
Para lhe ajudar

Eu estava emocionado
Não ficava cansado
Era uma sinfonia
Num compaço marcado

Então eu parti
Para chegar aqui
Mas aquela algazarra
Continuava aí

Jair Santo Galgaro

Alento

Hoje busco um novo alento,
Já observo a alvorada...
Não vejo alguma esperança!
Nesse dia que está nascendo.

Aquela imagem ainda cintila,
Mas são apenas frágeis resquícios,
Quem sabe se refaça aquele brilho!
E volte o luzeiro dos meus olhos.

Sim, aquela face tão brilhante,
Aqueles lábios cheios de paixão,
O doce encanto que existia!
aS PROMESSAS DE FELICIDADE.

Por que tem de ser assim?
A semente ão vingou...
Será que era tanta aridez!
Ou a semente era muito tênue.

Agora já não sei,
Estou assim desiludido...
Há secatrízes em meu rosto,
Já não comungo da beleza.

Foram túmidas esperanças em vão...
Agora é como a própria morte,
Só a tristeza jaza aqui!
Como lá na campa fria.

Jair Santo Galgaro

Acabou

Vejam só o que restou...
Não sobrou nem ilusão
Está todo estraçalhado!
Este meu coração.

O vendaval que passou
Foi de veras destruidor,
Me deixou sem alegria
Porque levou meu amor.

São as horas mais amargas
Que vivo neste momento,
Pensei que o amor fosse perene...
Por isso o meu lamento.

Mas eu sei que passará
Este momento de dor,
Daí então nem vou lembrar!
Daquelas juras de amor.

De promessas eu vivia...
Agora vejo a verdade,
Não sei porque acreditei
No que era só falsidade.

Eu para ti fui sincero
Não foi falso juramento,
Tu não foste nada disso...
Pois era só fingimento.

Os teus sonhos de grandeza,
Não desejava ser pobre
Dinheiro ainda não tenho!
Mas de caráter sou nobre.

Os meus delírios de amor
Ficaram para trás,
Se pretenderes voltar
Saibas que não quero mais.

Sei que tudo acabou,
Nosso amor não criou raiz
Não ficarei lamentando,
Um dia serei feliz.

A felicidade existe...
Encontrá-la sei que vou,
Não ficarei ao léu!
Se um amor fracassou.

Como os campos secam
Depois tudo volta a nascer,
Assim eu espero
Que outro amor venha reflorescer.

Quando este amor chegar
Irá mudar meu fadário,
Porque acabou o sofrer
Deste coração solitário.

Jair Santo Galgaro

A luz

A luz não se apagou
Ela continua linda
A luz que brilhava ontem
Está brilhando hoje ainda

Oseu brilho é intenso
Ele existe para nos iluminar
Só depende de nós
Para ele não se apagar

O brilho é incessante
Ele está em todo o lugar
Mas para aquele que não o aceita
Ele irá se apagar

Essa luz nos acompanha
Dez dos tempos de criança
Ela é uma garantia
E nos dá sempre esperança

Seja rico ou seja pobre
A luz sempre está quente
Para aquele que acredita
Ela sempre está presente

É a luz mais reluzente
Que desperta nossa emoção
Será sempre um vencedor
Quem há traz no coração

Jair Santo Galgaro

A felicidade

+
Saí aí pelo mundo...
Eu queria encontrá-la
Eu queria tê-la comigo
Então teria de buscá-la.

Dêi início a intensa luta
Com ela eu queria ficar,
Mas para encontrá-la!
Havia muito para andar.

Meu desejo era profundo,
Com afã eu a buscava
Eu corria para todo lado...
O meu ser nunca cansava.

A esperança estava comigo
Mais depressa eu andava!
Fixado naquele encontro
O meu pensamento estava.

Já havia andado tanto
Ela eu não enxergava...
Parece que quanto mais corria
Mais distante ela estava.

Então eu me perguntei:
-Como pode ser assim?
Parece que aquela ingrata!
Está fugindo de mim.

Era tanta persistência
Era um sonho aquele enlace,
O que eu mais queria
Era ver a sua face.

A esperança já definhava,
A tristeza queria florescer
Mas a vontade de encontrá-la...
Não podia arrefecer.

Eu ficava imaginando...
A beleza de seu rosto,
Só queria que ela chegasse!
Para sorver meu desgosto.

Já serpenteando o tempo,
Bem devagar eu ía
Com o olhar no horizonte
Só para ver se eu a via.

Vi o sol e as matas
Que tanta beleza inradia,
Porém só não pude ver!!
Aquela que mais queria.

Em pensamentos me debatia...
Em volta tudo observava,
Foi então que descobri,
Aquela que tanto buscava

Jair Santo Galgaro

A despedida

Assim como o vento... Um dia eu parti, Em busca de algo! Que não encontrei aqui. Então fui me despedindo De meus pais e meus irmãos Que queriam ouvir de mim, Só uma explicação. O desejo era mais forte! De sair daquele lugar, Eu parti em silêncio, Sem nada falar. Bem depressa fui saindo... Para não ter que chorar, Nem eu mesmo sabia, Em que lugar iria parar. Fui até a estação E comprei a passagem Só pensava em ser feliz! Durante está minha viagem. No ônibus entrei, Sentei-me perto da janela Daí fui me despedindo... Daquela cidade bela. Olhei para à praça E muito triste fiquei, Nos tempos de criança! Quanto aí eu brinquei. Os sonhos que eu tinha. E que me fizeram partir, Por isso desta viagem... Nem pensei em desistir. A gora com muita esperança Eu ficava a imaginar, Num lugar bem distante... Eu queria chegar. Não desprezei minha cidade! Não queria que fosse assim, Mas eu tinha que encontrar Algo melhor para mim. Depois de muito viajar... Desembarquei numa grande cidade, Os meus sonhos começavam Se tornar em realidade O trabalho era incessante.. Por isso já esperava, Mas devagar fui conquistando, Aquilo que esperava. Jair Santo Galgaro