Das luzes da ribalta
Mas não queria ver
Aquela malta
Como os saras
Com suas fanfarras
Viviam felizes
Em suas caiçaras
Rastejantes calangos
Doces morangos
Uma simples vida
Como os molambos
Cultuavam os ritos
Eram todos bonitos
Eles deixavam
Os povos mais ricos
As multidões
Em suas procissões
Sempre felizes
Em suas orações
Pega o rosário
Cumpri seu fadário
E vive sorrindo
Aquele perdulário
São coisas do mundo
Dizia um moribundo
Na hora da morte
Num lamento profundo
Perdido na rua
Sem a imagem sua
Para mim luzia
A lânguida lua
Jair Santo Galgaro
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