sábado, 18 de julho de 2009

Voar livremente

Como é bom voar livremente
Como um pássaro em fim
Transmontar as montanhas
Que bom seria se fosse sempre assim

Sair num voo livre
Sem pensar em voltar
Sem temer o futuro
Sem a ância de chegar

Voar para bem alto
E não ter medo de cair
Só ficar imaginando
E do sonho não sair

Sem título de nobreza
Bem longe da falsidade
Só sentindo o prazer
De estar em liberdade

Esquadrinhar todo o espaço
Se perder no infinito
Bater asas sem cansar
Para ver o que é bonito

Ficar ouvindo o silêncio
Sentir o sol acalentar
Todo o ser
Que vive a imaginar

Num leve bater de asas
Por entre as nuvens passar
Levando mais esperança
Sem pranto para gotejar


Jair Santo Galgaro

Viver para amar

Não importa o que fazem...
Contra o nosso grande amor,
São pessoas despeitadas!
Que só querem nossa dor.

Deixe os fuxicos de lado,
E vamos juntos sonhar
Pelas estradas da vida,
Vamos juntos caminhar.

Querida tu trouxeste,
Para minha dor a cura
Até o sol brilha mais,
E a noite não é tão escura.

Tu cruzaste o meu caminho...
E eu parei na tua imagem,
Se Deus une quem se ama!
Vamos seguir a mensagem.

São mensagens de amor,
Que ele nos transmite
Vamos viver esse amor,
Não quero mais ser um triste.

Só quero gozar em paz,
O amor que refloresceu,
Só quero ficar perdido
No labirinto dos olhos teus.

Como o poeta...
Que sobrevive da poesia,
Pois eu também sobrevivo!
Do teu amor todos os dias.

Bem no auge do amor...
Se desfez o sofrimento,
Só lágrimas de alegria,
Brotaram neste momento.

O teu semblante encantador
Teu olhar cheio de ternura,
Daí fiquei perdido!
Na sua bela formosura.

Nas águas serenas do amor,
Sei que vamos navegar
Mil sonhos coloridos!
Contigo quero sonhar.

Então vamos esquecer de tudo
Para viver o amor,
Sei que nós nos pertencemos!
Ele foi o vencedor.

Jair Santo Galgaro

Vida

Viajando no tempo,
Sem imaginar!
De um sonho tão lindo,
Fiquei a pensar.

Um sonho de outrora,
De beleza sem fim,
Não pensava que acabasse!
Num engano para mim.

Não era real,
O sonho se dez fez!
Sonhei com terra fértil,
Mas era só aridez.

Foi um sonho que morreu
Mas ainda existe vida,
Para quem cre no futuro!
A esperança não é perdida.

Jair Santo Galgaro

Viagem

Sou mais um passageiro...
Nesta viagem comprida,
A cada quilômetro andado!
É mais um pedaço de vida.

Lá vai o vagão lotado,
Cada um levando um sonho
Todo o povo vai sorrindo...
O momento não é enfadonho.

Em alta velocidade...
Vai se deslocando o trem,!
E a saudade vai aumentando,
Porque para trás ficou alguém.

Mas a viagem prossegue...
Sobre esta ferrovia,
Amanhã estarei de volta!
Antes de acabar o dia.

Regressar é sempre melhor,
A distância é um espanto!
Já estou sentindo saudade,
Do meu querido recanto.

Jair Santo Galgaro

Unidos

Se unidos vamos vencer,
Porque nos afastar!
Vamos permanecer unidos,
Para a vitória alcançar.

Sei que todos querem vencer!
Nem tudo têm bom resultado,
Aquele que perde na vida?
Se sente um fracassado.

A vida é uma disputa,
Parece um jogo de azar?
Até o leão luta bravamente!
Para o seu alimento conquistar.

Às vezes parece difícil,
Parece estar tudo perdido,
Mas para quem não cansar!
O tempo não é perdido.

Jair Santo Galgaro

Um grande amor

Não me importa de onde vens...
O que importa é o amor,
Que tu estás me oferecendo!
Fique comigo linda flor.

Teu passado eu desconheço,
Vamos viver o presente...
Se o momento é verdadeiro!
Ele vive eternamente.

Tuas palavras me confortam,
Da tua boca vem o mel,
Para afastar de mim,
Aquele amargo fel.

As sementes que plantei,
Agora estou colhendo...
Através deste amor,
Que tu estás me oferecendo.

Durante tanto tempo...
Meu peito vazio ficou,
Mas agora está cheio!
Desse amor que aplacou.

Se ensandecido estou,
E só vivo a cantar
É por esse amor tão grande!
Que ninguém poderá atenuar.


Jair Santo Galgaro

Tudo passa

Sei que tudo passa,
Foi você quem me lembrou!
Dizem que jamais volta,
O que a mão do tempo levou.

Se tudo isso é verdade,
Se a palavra for sincera!
Infeliz daquele alguém,
Que por outro alguém espera.

Mas o sonho não morreu!
As veses nós nos enganamos,
Ainda resta em nossa mente,
Um pouco do que sonhamos.

A mão do tempo é perversa,
Ela leva tudo embora!
Por isso feliz daquele,
Que está sorrindo agora.

Vivendo de esperança,
Pelo mundo andando!
É melhor ser como os pássaros!
Que levam a vida cantando.

Jair Santo Galgaro

Tempos antigos

Eu vi tanta antiguidade,
E achei tão bonito,
Aqueles grandes monumentos,
Como as pirâmides do Egito.

O coliseu lá na Itália,
Onde lutavam os gladiadores,
Lá havia muitas festas!
E também muitos horrores.

Os monumentos antigos,
Estão sendo preservados?
Para ninguém esquecer!
As coisas do passado.

Dez dos tempos remotos,
Aquelas construções singelas!
Não havia muita tecnologia,
Mas ainda são obras belas.

Hoje é tudo diferente,
Do que o ancestral criou,
não esqueça que foi no passado!
Onde tudo começou.

Jair Santo Galgaro

Tempo

O tempo passa depressa!
Em alta velocidade,
Dos que já partiram
Sentimos grande saudade.

O relógio marcando as horas,
Com sua canção da o entono
Com isso ele demonstra!
O tempo é nosso dono.

É um amigo inseparável,
No nosso dia-a-dia,
E para vencê-lo!
Seguimos sempre em correria.

Se vai ser bom ou ruim,
Isso ninguém saberá!
Por isso sempre dizemos,
Somente o tempo dirá.

Jair Santo Galgaro

Teatino

Quando se vai
Para longe da terra
A saudade devora
Parecendo uma fera

A lembrança de tudo
O que lá deixei
Parece fazer um século
Que aqui eu cheguei

São doces lembranças
Da plantação de milho
E da passarada cantando
Lá no pé de branquilho

Aqui também há beleza
Para a minha existência
Mas eu não posso viver
Longe da minha querência

Levo a vida assim
Eu não creio em destino
Ando penando um pouco
Por ser um teatino

Mas se não passar
Esta tristeza danada
Com o meu cavalo preto
Vou partir em disparada

Aqui nessa distância
Mais pareço um condenado
Por isso,de ti meu pago
Não posso ficar desgarrado

Jair Santo Galgaro

Simpatia

Quando sorrimos felizes,
Para o nosso semelhante!
Dizem que é simpatia,
Que demonstramos nesse instante.

Se sorrimos para a vida,
Na mais plena alegria
Podemos ter mais amizades,
No nosso dia-a-dia.

Vamos viver sorrindo!
E despertar nossa emoção,
E estar de bem com o mundo,
Só faz bem ao coração.

Se a tristeza chegar,
Como uma onda bravia
Mande-a para longe!
Despertando a simpatia.

Se tudo está sem brilho!
E é só desilusão,
Lembre-se dos versos lindos,
Daquela famosa canção.

Jair Santo Galgaro

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Saudade

Um toque de alegria,
Numa noite de luar!
Um toque de saudade,
Na esperança de voltar.

O toque da canção,
Que fiz quando parti!
Agora estou voltando,
E cantarei só para ti.

Como as águas se encontrão,
E rumam para o mar
Se elas se encontram!
Também vou te encontrar.

Nesse toque de saudade!
Que aqui me fez chegar,
Para estar contigo,
E num sonho viajar.

Caminhando sempre juntos,
Sem lágrimas no olhar!
Vamos levando a vida,
Sem um toque de azar.

Jair Santo Galgaro

Saudade e tristeza

Num turbilhão de saudade
Escondido estou tão só
Sinto até minha alma mortificarse
O sorriso está distante

O infortúnio tomou conta de mim
Viver tornou-se um sacrifício
Fico absorvo nas labaredas da desgraça
Vi fugir o semblante de alegria

Nasceu a palidez da desventura
Sinto a dor que tudo arrebata
Estou mergulhado na escuridão
Sem ver o sol no horizonte

Sem ver o luar prateado
Já não sei porque viver
Se a bonança se afastou de mim
Tudo transformou-se em cinzas

Aqui a dor tudo devorou
Só não devorou a tristeza
Não devorou a saudade
São minhas duas implacáveis companheiras

E assim vou vivendo
Com essas inimigas constantes
Com esse pesadelo infindo
Vou andando sem saber onde parar

Jair Santo Galgaro

Ruas

Na escuridão das ruas
Só, eu pelas calçadas friorentas
A densa neblina pairava no ar
Todos pareciam felizes em suas casas

Só eu, não era feliz
Meus passos seguiam sem rumo
Eu não pensava em parar
Havia só o silêncio para desfrutar

Nas guaritas já não havia ninguém
Só a neblina andava jocosa
Senti minha alma mortificando-se
Meus passos para onde vão
A lua não luzia para mim
Então lembrei-me do cálido sol
Mas ele só ilumina o dia
Os portões todos cerrados

Nem os ladrões iam às ruas
Pareciam serem feitas somente para mim
Só a calçada parecia ouvir meu lamento
Eu só esperava o fim daquela tenebrosa madrugada

Só queria ver o alvo amanhecer
Esquecer a negra noite
Reviver minha alma mortificada
Desfrutar os sons mais belos

Ouvir o canto matinal das aves
Ver o sorriso da criança feliz
Esquecer o triste pesadelo
Ver a vida cingindo todo o meu ser

Jair Santo Galgaro

Roseira

Daquelas pétalas lindas
Que tanto perfume exalaram
Daquela roseira viçosa
Só os espinhos ficaram

Sem o perfume da flor
A rua ficou mais triste
Sem teu perfume embriAGADOR
Parece que tudo é triste

Sempre que passo lá
Te imagino formosa
Fico olhando com saudade
Mas não vejo mais a rosa

A rua parece estar triste
Por não ver mais florescer
Aquela roseira majestosa
Que todos queriam ver

Rosa tão perfumada
Porque quiseste partir
Deixaste só os espinhos
Que só servem para ferir

Só existem os espinhos
Agora tudo é desencanto
Não estão mais lá
As rosas que eu amava tanto

O seu caule ainda existe
Mas logo irá apodrecer
Ele irá junto contigo
Na terra que te fez crescer

Jair Santo Galgaro

Rosa morena

Perto das águas claras...
Vi uma rosa morena,
Tão linda e encantadora!
Era só meiguice aquela pequena.

Eu fui chegando pertinho...
Não sabia o que falar,
Daí eu pensei na hora!
Para a conversa entabular.

O meu peito exultante!
Gostou daquela morena,
Ela estava tão calma,
Como uma cantilena.

O seu semblante sereno,
Era o que se destacava,
E aqueles olhos negros!
Quando ela me olhava.

Cintilavam os seus olhos,
Palpitava o meu coração,
O nosso amor ia crescendo,
Parecia um turbilhão.

O tempo estava parado,
Eu não queria partir!
Ela queria que eu ficasse,
Para o seu sonho cingir.

Era um momento sublime,
Que aconteceu naquele dia,
Minha alma estava cheia,
Era somente alegria.

As águas foram testemunhas,
Daquele beijo gostoso,
Daí nasceu um amor!
Naquelelugar silencioso.

Jair Santo Galgaro

Roda gigante

Um dia vai e outro vem,
A vida não tem segredo!
É o mundo girando,
Seguindo o mesmo enredo.

A terra vive girando,
Sem sair do lugar!
Nós que estamos sobre ela!
Só nos resta acompanhar.

A terra nunca para,
É uma eterna viajante...
Junto dela também andamos
Como numa roda gigante

Eles andam sempre juntos
Para não haver defeito,
É o sol e a terra!
Eis um enlace perfeito.

A natureza vive,
Na mais perfeita harmonia!
Que bom se todos vivessem,
Juntos nessa sintonia.

Querer tudo perfeito!
Seria muita pretensão,
Entre a humanidade...
Seria um esforço em vão.
Jair Santo Galgaro

Ritual

Lá de longe surge o sol
Rompendo o negro véu
Lá no céu ainda brilha um resto de lua
É o sinal de um novo dia

Brilha a relva sobre os verdes prados
Goteja então o pranto da mata
Está exposto o ritual infinito
Banha-se o pássaro na água tíbia

São imagens cheias de graça
Colorindo o universo
É uma perfeita comunhão
É a viagem mais perfeita

É o deleite do olhar
É o jardim da criação
Onde não jaza a melancolia
Há o murmúrio das cascatas

O farfalhar das folhas
E o cantar dos passarinhos
Numa infindável canção

Jair Santo Galgaro

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Reflexão

Quanto andei por aí
Quantas coisas lindas ficaram para trás
As imagens mais belas cintilam em minha mente
O orvalho cobria minha face

Por caminhos estreitos andei
Quantas flores perfumadas vi
As borboletas colorindo o espaço
Absorvo observando fiquei

E então de novo parti
Só o som dos meus passos ouvia
Nem o farfalhar das folhas se quer
Até o vento tão sereno estava

Só a lua silenciosa no céu parecia me olhar
Fiquei pensando no que deixei para trás
Sentei-me a beira do caminho
Com Deus comecei meditar

Lembrei-me do chão que nasci
Da primeira canção que cantei
Do olhar tristonho de quem lá deixei
Do perfume da mata silvestre
Do cãozinho amigo querendo brincar

Jair Santo Galgaro

Reencontro

Reencontrar-te foi tão bom
Pude ouvir a tua voz
Percebi que a amizade
Ainda existe entre nós

Uma voz cheia de afeto
Como exige uma amizade
Nem os anos apagarão
Porque não há falcidade

Se a amizade for sólida
E brota do coração
Não será como uma torrente
Que passa por aí em vão

Até as bobagens que falamos
Não são palavras perdidas
Elas nos faz sorrir
E adoçam nossas vidas

Para manter uma amizade
Eu procuro ser leal
Tudo deve ser verdadeiro
Para tudo estar legal

Podemos andar distantes
Por muito tempo separados
Mas da mente os amigos
Nunca serão apagados

Essa túmida amizade
Na certa vai perdurar
Eu espero que nunca
Ela possa atenuar

Jair Santo Galgaro

Realidade

Um sonho real eu vivo
Sinto toda a beleza da vida
Vejo as lindas flores do campo
Conheço o olhar de cada ser

As folhas colorindo as matas
O revoar das pombas mensageiras trazendo a paz
A guerra destruindo a beleza da vida
O novo alento do ser que nascerá

O relógio impiedoso marcando o tempo
As sábias palavras do ancião
Ouço o brado dos famintos
O pranto do moribundo

Vejo a seca invadindo o certão
Ouço o crepitar do fogo na mata
Vejo a fumaça subindo ao céu
O pássaro ferido caindo ao chão

Vejo o barco sobre as águas tíbias
O som do trem sobre os trilhos
O rio percorrendo a cidade
O palhaço fazendo a criança sorrir

Jair Santo Galgaro

Primavera

Chegou a primavera,
Já está tudo florido!
O sol é mais brilhante...
Deixando tudo mais colorido.

É uma multidão de flores...
Que todos podem olhar,
Tem também um doce perfume!
Que elas não cansam de exalar.

É mesmo muito agradável,
Que todos ficam na espera
Sempre numa grande ansiedade,
Para ver a primavera.

As flores no jardim,
Floridas vão ficar...
Para saudar a primavera!
Que acabou de chegar.

O voo das borboletas,
Num desfile sem fim
Fazendo do espaço,
Um imenso jardim.

A passarada cantando,
Por todos os caminhos...
Nos galhos podemos ver!
Os seus lindos ninhos.

Jair Santo Galgaro

Presente

Nasceu uma flor,
Morreu um amor,
Deixando no coração,
Uma grande dor.

Mas já surgiu,
Em minha vida,
Um outro alguém
Para me dar guarida.

Agora o sol,
Já é mais brilhante,
Já nem lembro mais!
De quem está distante.

Sei que sou feliz,
Vivendo ao teu lado,
Não vou reviver!
Um amor passado.

Às vezes o amor,
Não vive eternamente!
Mas ao teu lado querida,
Vou viver nosso presente.
Jair Santo Galgaro

Por amor

Eu sinto ciúme,
Mentir não sou capaz!
Quando tu estás distante,
Eu não tenho paz.

É a pura verdade,
O que eu vou dizer,
Sem ter teu amor!
Infeliz sempre vou ser .

Dizem que ter ciúme!
É muito ruim,
Eu não sou culpado,
Por te amar assim.

Se tenho ciúme!
É porque tanto te amo,
Quando tu estás distante,
De saudades então reclamo.

O teu rútilo olhar,
Não era ilusão!
Foi quem deflagrou,
Toda esta paixão.

Agora não posso,
Te dizer adeus!
Tu já és a dona,
De todos os sonhos meus.

Jair Santo Galgaro

Píncaro

No píncaro mais alto,
Todos querem chegar!
Mas não é fácil...
É muita estrada para andar.

A água mais límpida,
Está na fonte
Nem todos encontram
Um novo horizonte.

Seguir sem rumo...
Sem buscar nada!
Não é servir
A pátria amada.

Por isso ando...
Só para frente,
Há sempre um sonho!
Em minha mente.

Quem não sonhar
Não está vivo,
Sempre é bom ter...
Algum objetivo.

Lá para baixo...
É fácil ir
O mais difícil!
É ter que subir.

Sempre a tempo,
Para se andar!
Seja correndo,
Ou de vagar.

Jair Santo Galgaro

Paz

Se não houvessem guerras,
Aquele horror tão grande!
A terra não estaria,
Assim pintada de sangue.

Nós temos que admitir,
A guerra não é necessária,
Ela só destrói,
A nossa pátria lendária.

Desta terra querida,
Somos a prole herdeira,
Devemos nos orgulhar!
Da nossa amada bandeira.

A guerra não é necessária!
Ouço desde menino...
Vamos exaltar a pátria,
Cantando o nosso lindo hino.

Vamos espraiar a paz!
Com palavras de candura,
Não é necessário guerrear,
Para demonstrar bravura.

Nação contra nação,
Usando de mal trato,
Mas na verdade desta terra!
Ninguém é dono de fato.

Se não fosse tanto ódio...
Deste povo incapaz,
Não seria tão difícil!
Para conquistar a paz.

Jair Santo Galgaro

Passou

Os sonhos tornaram-se pesadelos,
A alma vive a vagar...
Por ter amado alguém!
Que eu não deveria amar.

Isso aconteceu comigo!
Meu sofrer é tanto,
E ela não vêm,
Para enxugar meu pranto.

Eu que te amava tanto,
Tu eras a minha paixão,
Hoje transformou-se em pedra:
O meu triste coração.

Como as raízes amam a terra!
Assim eu te amava,
Viver ao lado seu,
Era o que mais desejava.

Agora que tudo acabou,
Não vou me martirizar!
É mais uma história de amor,
Que com o tempo vai se apagar.

Eu não vou lamentar...
Um pedaço de tempo sombrio,
Pois tudo já é passado,
Isso que entre mim e ti existiu.

Foi bom enquanto durou!
Esse amor em nossas vidas,
Se tivemos momentos felizes,
Não foram horas perdidas.
Jair Santo Galgaro

Pássaro livre

O pássaro sobrevoa os montes
E deixando a terra tão distante
Ele leva em suas asas a liberdade
Tendo só o espaço como amigo

Ele não vê o tempo passar
E em seu bojo somente a alegria
E no bico uma doce melodia
De repente fica pairando no ar

Assim como se estivesse admirando algo
Num sobressalto ele bate suas asas
E segue cortando o espaço
Agora mais parece um pingente

Lá vai ele transportado pelo vento
Como a leveza dos anjos
Sem ninguém para interromper o voo
Está feliz sem esperar augúrios

Em sua viagem não existem gorgulhos
O caminho sempre jaza aberto
Lá esquinas também não há
É como uma flecha que parte

Só a aragem toca seu corpo
E também o sol tão reluzente
Nem parece pensar em regressar
A mata amiga ainda pode esperar
Naqueles galhos ele ainda pousará

Jair Santo Galgaro

Para falar algo

Vou dizer algo de repente pensei
Mas falar sem ferir ninguém
Vou falar sobre os problemas do mundo
Talvez falar sobre as guerras

Mas não gostaria de falar coisas ruins
Gostaria de falar somente coisas boas
De algo que fizesse sorrir
Não falar dos famintos do mundo

Não falar das injustiças cometidas
Nem da destruição da fauna e da flora
Não falar dos maus augúrios dos magos
Só falar na doçura dos anjos

Sentir o prazer em cada palavra
Não ver nada se perdendo
Falar na alegria das crianças
Falar sobre as águas cristalinas

Enaltecer as frases dos sábios
Recitar o verso mais belo
Bradar o refrão daquela canção
Não falar dos escravizados

Só falar do perfume das flores
Falar sobre um novo dia que virá
Não falar sobre as mentes tenebrosas

Jair Santo Galgaro

Palavras

Releio aquela carta,
A saudade é infinita...
Eram só mentiras!
Aquelas palavras lindas.

São só palavras doces!
Contidas naquela carta,
Por quê tantos enganos?
Como tu foste ingrata.

Não sei porque faço isso!
Leio e releio com calma,
São só lembranças malditas,
Que ferem a minha alma.

Como as pedras se encontrão,
Talvez bebamos a mesma taça!
Mesmo sendo tão ingrata,
Eu não quero tua desgraça.

Foi uma batalha perdida...
Estou vivendo na dor,
Mas ainda não perdi!
Esta guerra de amor.

Sei que deve existir!
Outra para o meu coração,
Enquanto isso vou sorvendo...
Gole a gole a solidão.
Jair Santo Galgaro

Pago

Senti-me muito feliz...
Ao regressar para cá,
Para rever minha terra!
E o quanto linda ela está.

Senti um fascínio espontâneo,
Lembrei o quanto tenho sofrido...
Depois de andar distante,
Me arrependi de ter partido.

Pelo mundo inteiro andei...
Preenchendo o meu dia!
Quanto mais eu me afastava,
Mais depressa voltar eu queria.

Em todos os lugares,
Sempre fui bem recebido!
Mas a saudade danada,
Me deixava aborrecido.

Agora estou satisfeito...
Seu nome tenho chamado,
Me orgulho de ter nascido!
Neste pago abençoado.

A tristeza quase me mata,
Ficando longe daqui,
Conheci muitas belezas!
Mas nada semelhante a ti.

Esta ânsia indómita,
Que eu tinha de voltar...
Eram só belas lembranças!
Na mente para recordar.
Jair Santo Galgaro

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Outono

As folhas secas caindo
Era o outono chegando
O verão havia partido
O vento mais frio soprava

O orvalho refrescava a relva
O sol não brilhava tão intenso
As noites se alongavam
Tudo estava bem diferente

Mas eu continuava feliz
O brilho morava em meu coração
Não eram só belas lembranças
Eram túmidas as certezas

Havia algo de bom para viver
Não importava se as folhas caiam
Se o vento era mais gélido
O que importava era a vida

Era o amor criando raízes
Parecia uma primavera perfumada
Trazendo o perfume de todas as flores
Assim como uma torrente

Era mais que o som de mil canções
Era um fruto sendo colhido
Havia um céu tão azulado
Era um sonho realizado
Jair Santo Galgaro

olhos verdes

Fico olhando as estrelas,
Não vejo os olhos teus,
Daí fico mais triste!
Por não tê-los junto aos meus.

Mas não cansarei de olhar,
Teus olhos preciso ver,
Quem sabe numa noite linda!
Eles possam aparecer.

Estrelinha lá no infinito,
Tu não tens pena de mim?
Quero tanto ver os olhos,
Que estão longe de mim.

Aqueles olhos verdes,
Que eu quero encontrar,
Para eu ser feliz!
Só me falta seu olhar.

São dois faróis reluzentes,
Que venham me iluminar,
Sei que vou morrer!
Sinto a vida definhar.

Se não encontrar os olhos,
Que eu tanto quero bem!
Minha vida ficará vazia,
Partirei para o além.

Jair Santo Galgaro

Objetivo

O povo andante...
Parece estar perdido,
Tentando se encontrar!
E dar a vida um sentido.

Por vários caminhos,
Sem medo de andar,
Assim é o destino,
De quem quer se encontrar.

Atravessar a escuridão...
Às vezes é preciso!
Para se alcançar,
Na vida um objetivo.

Se queremos de fato,
Alcançar um lugar,.
Nós temos que crer!
Naquilo que imaginar.

Já estão para trás,
Os passos que foram dados,
Com calma eu chegarei,
Naqueles verdejantes prados.

Sei que vai passar,
Essa densa neblina,
Daí então chegarei....
Num lugar que fascina.


Jair Santo Galgaro

O Circo

O circo está na cidade!
Para todos é uma festa,
Em crianças e adultos
A alegria se manifesta.

Lá vem o palhaço!
Com suas roupas enfeitadas,
Fazendo todo o circo,
Explodir em gargalhadas.

O espetáculo continua,
Agora são os trapezistas!
Demonstrando que são,
Uns verdadeiros artistas.

Hoje à noite acabou!
Mas amanhã terá novamente,
E vão todos saindo,
Levando o circo na mente.

Lá vão eles para casa!
No que viram imaginando,
E durante à noite,
Com o circo ficam sonhando.

Na hora da despedida,
Ninguém por aqui sorriu,
Tudo vai ficar mais triste,
Porque o circo partiu.

Jair Santo Galgaro

O Barco

Se o barco virar
Não vou afundar
Até à beira da praia
Eu irei nadar

O barco afundou
Submerso ficou
Muito eu nadei
Salvo agora estou

Por algum momento
Meu passo foi lento
Essa água furiosa
Quase que não aguento

Sou um sujeito forte
Um cara de suporte
Não foi dessa vez
Que encontrei a morte

O mar valentão
Era um turbilhão
O navio lá no meio
Era uma fração

Aqui na praia
Como um atalaia
Fico de sobre aviso
Para outra tocaia

O mar é perigoso
E também teimoso
A gora na praia
Eu fico jocoso

É uma linda imagem
Não digo bobagem
Para enfrentá-lo
Tem que se ter coragem

Jair Santo Galgaro

sábado, 11 de julho de 2009

Numa boa

Quem pode pode...
A vida não maltrata,
Vou tirar um sarro!
Da tua lata.

O meu caminho,
Nunca está trancado...
Eu tiro a coligem,
E ando folgado.

Levo tudo numa boa!
Este é meu fadário,
Gosto da liberdade,
Não sou um sectário.

Desaforo não levo,
Sempre chego primeiro...
Para me defender!
Eu sei ser guerreiro.

Admiro as pessoas,
Que possui talento,
Mas quem vive de estatos!
É sem merecimento.

Gosto de elogios!
Posso até agradecer,
Só não aceito,
Se for sem merecer.

Há muitos seres,
Que são esquisitos
Se sentem felizes,
Com elogios gratuitos.

Podem elogiar...
Se eu merecer,
Esses versos simples!
Que acabei de escrever.

Jair Santo Galgaro

Nova Era

Em tempo de guerra!
Em que a vaidade impera,
A humanidade busca,
Uma nova era.

Os grandes senhores,
Que só nos causam dores!
Porque não pregam a paz,
Como os pastores.

Como um inimigo,
Não teme castigo?
Por ver tanta pobreza!
E não lhes dar abrigo.

Vivem no mundo perdidos,
Pelo poder iludidos!
Sem saber que na guerra,
Há somente vencidos.

Vivem de sonhos dourados,
Pelo ouro cercados,
Enquanto no mundo!
São milhões de desgraçados.

Buscando o poder,
Lutam até vencer,
Sabendo que um dia!
Também irão perecer.

Jair Santo Galgaro

Notícia

Contando os dias nos dedos...
Quase uma vida inteira,
Sempre na esperança!
De uma notícia alvissareira.

Se de repente ela chega,
Daí então é uma festa...
Será recebida com júbilo,
E toda a alegria se manifesta.

Com esta grande notícia,
Todos felizes ficaram,
Agora já não importa!
Os anos que passaram.

Também pode chegar logo!
Uma notícia alvissareira,
Mas também pode ser ela
Uma coisa zombeteira.

Muitos esperam um novo salário,
Outros ganhar na loteria...
E outros querem um amor!
Para fazer feliz o seu dia.

Todos querem boas notícias,
Para satisfazer seus intentos,
Porém não são todos os dias!
Que são favoráveis os ventos.

Uma notícia agradável,
Esperamos com amor,
Mas jamais uma cruel!
Que nos cause dissabor.


Jair Santo Galgaro

No alto da colina

Embrenhado na mata
Lá no alto da colina!
Eu gosto de viver,
Porque vejo o sol nascer,
É um recanto sem vaidade!
Aqui conheci a felicidade,
Talvez sem mesmo merecer.

Minha casa é um ranchinho,
Não me considero pobre!
É só alegria que me cobre,
Aqui no meio da mata
Todo o dia tem serenata,
Eu levo uma vida nobre.

Nunca vi lugar mais belo,
Aqui a harmonia existe,
Não sei o que é ser triste!
Vivo embrenhado na mata
Pois a sorte não maltrata,
E o sorriso ainda persiste.

Não ouço falar em guerra,
Só o canto do passaredo!
Na copada do arvoredo,
É a mais linda canção,
Sinto pulsar meu coração!
De viver não tenho medo.

Vejam só aquela água?
Que brota do alto da mata!
Caindo em forma de cascata,
Eu fico bem sossegado,
Mas quando estou afastado!
Sinto que a saudade é ingrata.

E então eu logo regresso!
Esta saudade remoendo,
Parece que tudo já estou vendo!
Quando estou distante,
Por ser da natureza um amante,
O meu peito fica doendo.

Jair Santo Galgaro

Neve

O frio está intenso,
É o inverno que chegou....
Lá fora está tudo branquinho!
É a neve que pintou.

Esta neve tão eloquente,
Dona de tanta beleza,
Toda cheia de charme...
Até parece uma princesa.

Com esse tapete branco,
O povo fica maravilhado...
E dela ninguém reclama!
Por estar tudo gelado.

Muitos chegam de longe...
E a cidade se engalana,
Para vê-la toda de branco,
E a neve ser soberana.

Ela é tão majestosa,
Felizes todos ficaram...
Parece que por respeito,
Até as flores murcharam.

O povo se reúne,
Na alegria se entrelaça!
Crianças e até adultos,
Fazendo os bonecos na praça.

Todos de mãos geladas,
Até penso ser uma peita,
A neve dentre os dedos!
Parece sorrir muito satisfeita.

Mas todos estão felizes...
Por brincarem com a neve,
Nos lábios é só sorrisos!
E promessas de voltar em breve.

Jair Santo Galgaro

Nenhum som

Hoje não ouvi canção alguma
Não queria ouvir um som se quer
Fiquei preso pelo abraço do silêncio
Só eu e a natureza

Senti o sol queimando como brasa
A terra fumegava calorenta
Eu não queria ouvir nenhum som
Nem o canto da cigarra
Só sentia o tempo que passava
Eu queria só ver ao meu redor
Sentir as pedras sob meus pés
Ver o farol lá no céu

Queria ver aquela nuvem passar
Vi um ninho lá no alto
Jazia tão lindo lá no galho
Imaginei aquelas penas coloridas

Não queria ouvir nada
Vi o sol sumindo no horizonte
Aí parado então fiquei
A natureza cingia meu ser

Então o sol se pôs
Chegou à noite toda vestida de negro
As estrelas bordaram o céu azul
Sentia o perfume das flores adormecidas

Jair Santo Galgaro

O navio

No balanço das ondas,
Lá se foi o navio!
Também foi o meu amor,
Naquele mar bravio.,

Sumiu sem piedade,
Não ouviu o meu lamento!
Pois a partida dela,
Só me causou sofrimento.

Durante a longa viagem,
Ela talvez se ponha a pensar?
De quem tanto lhe ama!
E tenha dó do meu penar.

Como posso esquecer,
Aquele amor tão bonito,
Se em cada estrela eu vejo!
Você surgir no infinito.

Ficarei esperando o teu regresso,
Para aliviar meu martírio!
Só tu podes curar,
Minhas horas de delírio.

Aquele olhar tão rútilo!
Que tu me oferecias,
Jamais poderia pensar,
Que entristecessem meus dias.

Jair Santo Galgaro

domingo, 5 de julho de 2009

Momentos

O cão latia
Durante à noite
O vento cortava
Com seu açoite

Eu não saí
esta noite fria
Em minha janela
O vento rangia

Como foi triste
O meu fadário
Passar à noite
Foi um calvário

No fim da noite
O sol surgia
Para mim esquecer
Àquela noite fria

O cão chegou
Nesse exato instante
Eu fiquei feliz
Por vê-lo pulante

Depois de uma noite
Tão tenebrosa
Espero que a próxima
Seja mais gostosa

Procurar um consolo
É o que me resta
Só te peço noite amiga
Não sejas assim funesta

Agora eu saio
Só, pela rua
Esta noite espero
O luzir da lua

Jair Santo Galgaro

Moleca

Lá na casa da esquina!
Mora a minha felicidade,
É aquela menininha,
O meu amor de verdade.

Eu te vi ainda criança,
Com um jeito bem sapeca!
Hoje já está crescida,
Mas não deixou de ser moleca.

Ao te ver aquele dia,
Eu fiquei muito contente!
Queria que outro dia chegasse,
Para te ver novamente.

Outro dia então passei,
Lá você não estava!
Era tanta saudade sua,
Que o meu coração reclamava.

Não sei se eu mereço,
Você não falou ainda!
Só sei que estou gamado,
Por ti bonequinha linda.

Quero ouvir a tua voz,
Minha linda molequinha!
SÓ QUERO GANHAR UM BEIJO,
Da tua linda boquinha.

Jair Santo Galgaro

Minha Pátria

Ó pátria querida!
De um povo valente,
Te levo presente,
Por toda a vida.

Como num cinema,
Vejo tuas imagens!
Trazendo as mensagens,
De um lindo poema.

Do sul ao norte,
Ó terra brasileira!
É tua gente guerreira,
Demonstrando ser forte.

Com o resto do mundo,
Tu vives bem!
Mostrando que tem,
Um amor profundo.

Ó Brasil querido!
Quem vai viajar,
Logo quer voltar,
Para onde foi nascido.

Jair Santo Galgaro

Mentiras

Se quiser pode partir
Eu já estava desconfiado
Que você já não me ama
Porque viver ao seu lado

Você só mentia para mim
Quando me jurava amor
E eu sempre sonhava ser
O seu eterno cantador

Cada canção que eu cantava
Entrava em seu coração
Só queria te ver sorrindo
Você era a minha inspiração

Não sei o que aconteceu
Por que você foi desprezar
Esse amor que é só teu
Outra eu não sei amar

Se de repente acabou
O amor já não existe
Quando estiver distante
Talvez fique um pouco triste

Você nunca me enganou
Acho tudo muito perfeito
Mas mentia que me amava
E mentiras não aceito

Para mim só existe você
Mas não quero lamentar
Eu vou sair por aí
Outra vou aprender amar

Já não existe amor
Dentro do seu coração
E eu quero um amor verdadeiro
E não viver de ilusão


Jair Santo Galgaro

Mensagem de amor

Não importa o que fazem...
Contra o nosso grande amor,
São pessoas despeitadas!
Que só querem nossa dor.

Deixe os fuxicos de lado,
E vamos juntos sonhar
Pelas estradas da vida,
Vamos juntos caminhar.

Querida tu trouxeste,
Para minha dor a cura
Até o sol brilha mais,
E a noite não é tão escura.

Tu cruzaste o meu caminho...
E eu parei na tua imagem,
Se Deus une quem se ama!
Vamos seguir a mensagem.

São mensagens de amor,
Que ele nos transmite
Vamos viver esse amor,
Eu não quero mais ser um triste.

Só quero gozar em paz,
O amor que refloresceu,
Só quero ficar perdido
No labirinto dos olhos teus.

Como o poeta...
Que sobrevive da poesia,
Pois eu também sobrevivo!
Do teu amor todos os dias.

Bem no auge do amor...
Se desfez o sofrimento,
Só lágrimas de alegria,
Brotaram neste momento.

O teu semblante encantador
Teu olhar cheio de ternura,
Daí fiquei perdido!
Na sua bela formosura.

Nas águas serenas do amor,
Sei que vamos navegar
Mil sonhos coloridos!
Contigo quero sonhar.

Então vamos esquecer de tudo
Para viver o amor,
Sei que nós nos pertencemos!
Ele foi o vencedor.

Jair Santo Galgaro

mel

A abelha é tão pequenina...
E trabalha com amor,
Para fabricar o mel!
Com sua doçura multi cor.

Temos o zangão,
Que é o primeiro da linha
Também têm as operárias,
Que alimentam a rainha.

Elas trabalham intensamente,
Seja o lugar que for...
Para retirar!
O mais puro da flor.

Vão seguindo nesse ritmo,
Para completar a epopeia,
E depois de carregadas,
Regressam para a colmeia.

Depois do mel fabricado,
Nós vamos retirar,
Por ele ser muito bom!
Aguça o nosso paladar.

Elas nos dão de graça,
Esse produto raro...
Além de gostoso é saudável,
Aquele alimento raro.

Muitos podem imaginar...
Podem até achar arcaico,
Mas pode haver muita riqueza,
Mesmo parecendo prosaico.

Jair Santo Galgaro

medo

Vi a pedra rolar,
Do alto da colina,
E indo cair depressa!
Lá na água cristalina.

Não houve discussão,
A água não reclamou...
Só houve um ruído!
Quando a pedra descambou.

A pedra então sorriu,
Não acabou o mundo!
Com uma queda rápida,
Ela foi parar no fundo.

Com aquela queda brusca,
Não há quem não se queixe,
Quem pode dizer isso!
É o coitado do peixe.

O peixe acordou,
E ficou preocupado...
Levou uma pedrada!
Sem ter feito nada errado.

A água estava tranquila,
Tão cristalina azul-marinho,
Mas o peixe ficou com medo!
Por ele estar sozinho.

O peixe saiu correndo...
Com uma cara de choro,
Foi procurar os amigos,
Para lhes pedir socorro.

Jair Santo Galgaro

Mateando

Chia a chaleira sobre o fogão
O amargo eu estou sevando
A cada gole eu vou pensando
Neste chimarrear solito
Fico olhando pela janela
Lá no alto a lua tão bela
Que acho muito bonito

Depois de tomar meu mate
Tem um café de primeira
Porque na lida campeira
Não há muita facilidade
Mas aquele que bom peão
Leva tudo na diversão
Basta ter boa vontade

Vem a ordem do patrão
Eu já estou preparado
Tenho que levar o gado
Lá para outra invernada
De trabalhar não me assusto
Convido o amigo Cusco
E sigo tocando a boiada

A boiada parece entender
Vai seguindo de mansinho
Sem parar pelo caminho
Somente no fim da estrada
O tempo é sempre bem gasto
Sabem que tem melhor pasto
Lá na outra invernada

Ao chegarmos na invernada
A tropa vai se espalhando
Eu e o Cusco cuidando
Tem que sair tudo certo
Fico assobiando tranquilo
Ouvindo o canto do grilo
Mas de olho sempre aberto

Um sonho eu acalento
Estou cansado de vagar
Aqui não posso ficar
Quero ter algo para mim
Aqui vivo de salário
Não gosto deste fadário
E um dia terá fim

Jair Santo Galgaro

quarta-feira, 1 de julho de 2009

lutas

A vida segui seu rumo,
O tempo suave passa!
E nós seguimos juntos,
Nunca temendo desgraça.

Trilhando a felicidade,
Um caminho de alegria
Assim sempre perseguindo!
Um sonho a cada dia.

Para fazer uma vida melhor,
A luta é permanente,
Sei que a vitória chegará!
Isso depende da gente.

Sem enganos eu prossigo,
Sei que posso imaginar!
Vou sorrir de felicidade,
Quando a vitória eu alcançar.

E depois de alcançá-la,
Feliz ficarei então!
A minha luta diária,
Sei que não foi em vão.

Jair Santo Galgaro

Lutando

Todos estamos lutando...
Para buscar nossos direitos
Pois eu sei que ainda existe!
Para nós o preconceito.

Mas apesar disso,
Digo com tranquilidade,
Que cada indivíduo
Tem a sua capacidade.

Temos deficientes atletas,
Podesse ver nas pistas!
E também cantores famosos,
Mostrando seu dão de artista.

Assim vamos seguindo...
Todos pela mesma estrada,
Com os instrumentos em punho
É uma orquestra afinada.

Vivermos sempre unidos,
É uma bela arte
Porque desta orquestra
todos fazemos parte.

Existe entre nós
Almas boas felizmente...
Para incluir na sociedade!
Este povo excludente.

Quem luta ao nosso lado,
Muito alto há de ir,
Quando vocês subirem ao palco!
Nós iremos aplaudir.

Pelos labirintos da vida...
Com o vento em nossa fronte,
Todos estamos andando
Para encontrar um horizonte.

Vamos seguindo sem medo...
Sem temer o tempo escuro,
Vamos encontrar depressa
Para nós um melhor futuro.

Jair Santo Galgaro

Luar

Por entre as casas
A lua chega languidamente
Trazendo de longe
Uma lembrança dolente

Do seu luzido
Veio a inspiração
Para compor
Uma nova canção

Peguei a caneta
Pensei na imagem sua
Mas naquele momento
Eu só via a lua

A lua tão humilde
Parecia que desejava
A minha felicidade
E para mim brilhava

Então para lua
Nesse instante eu falei
Eu não posso esquecer
Aquela que sempre amei

Não sei por quanto tempo
Em minha vida irá ficar
A sua bela imagem
Que não quer se apagar

Lua tu não entendes
Porque eu sofro assim
Eu só lembro a imagem dela
E ela tão longe de mim

Olhando o clarão da lua
Lá no cume da montanha
Eu ia escrevendo meus versos
Sorvendo a saudade tamanha

Ainda faz pouco tempo
Que eu estava com minha amada
Agora só eu e a lua
Até a alta madrugada

Minha companheira lua
Agora eu vou deitar
Quero dormir um pouco
Para com ela sonhar

Não sei se irei sonhar
Ou se vou ter pesadelos
Mas os teus olhinhos lindos
Em sonhos queria vê-los

Sei que não seria real
Tu apareceres num sonho
Mesmo assim trarias alegria
Para este olhar tristonho

Jair Santo Galgaro

lugar

Há um lugar mais belo
É lá que mora o acalanto
É lá onde a luz é mais intensa
Lá os sonhos são reais

Todos cantam a mesma canção
A canção da alegria
Todos vivem inibreados pela doçura
Só existe a luz da felicidade

A verdade lá não é privilégio
A paz e o silêncio estão presentes
As palavras não são ditas sem pensar
O paraíso é um constante sopro

Lá fronteiras não existem
Lá a vida é um fardo leve
Há sempre um jardim florido
As flores jamais murcham

É um lugar muito mais belo
Lá todos são irmãos
Pelo ar um sereno perfume
A justiça lá é tão natural

A liberdade já foi conquistada
A concórdia é o fruto mais delicioso
As armas são as palavras benditas
Lá há um surto de fraternidade

Jair Santo Galgaro

Livro Antigo

Encontrei um livro antigo...
Que estava na estante guardado,
Achei muito interessante!
E fiquei lendo sossegado.

Nele havia histórias belas,
E eu lia com atenção
O meu conhecimento fartava!
E satisfazia meu coração.

Cada página que eu lia,
Tinha algo diferente...
Havia histórias picantes!
E outras inocentes.

Enquanto eu ia devorando
Aquele livro antigo,
Percebi que alguns personagens!
Se pareciam comigo.

O tempo ia se esvaindo...
E eu ficando entusiasmado,
Aquelas histórias interessantes,
Me deixavam cativado.

Os personagens da história,
O cotidiano estavam vivendo...
Tinham momentos de alegria!
E noutros estavam sofrendo.

Era tão natural,
O que acontecia comigo!
Eu estava viajando,
Lendo aquele livro antigo.

Jair Santo Galgaro

Limpeza

Não jogue o lixo na rua,
Não cometa esta besteira,
Devemos colocá-lo fora,
Mas pondo-o na lixeira.

Vamos deixar a cidade limpa,
Não sejamos ignorantes!
É para o nosso bem,
E a admiração dos visitantes.

Vamos deixar tudo em ordem,
Não é para nos gabar!
Deixe o lixo no latão,
Para o caminhão levar.

Faça tudo correto!
Deixe tudo separado,
Cada tipo em seu lugar?
Para depois ser reciclado.

Todos amam sua cidade,
Portanto vamos respeitá-la?
Deixando-a sempre limpa,
Só as flores para enfeitá-la.

Sei que a nossa cidade,
É de todos a favorita!
Por isso vamos manter,
A nossa cidade sempre bonita.a!
Jair Santo Galgaro

lenitivo

Aqui não encontro paz,
Viver assim não consigo!
Para aliviar o meu tormento...
Vou buscar um lenitivo.

Tu sabes a verdade,
A causa desse meu tédio,
A tua presença querida!
É o meu grande remédio.

O meu olhar fagulhante...
De repente se perdeu!
Depois que tu partistes,
Tudo aqui se arrefeceu.

Tu eras o sol,
Que iluminava minha vida,
Agora tudo transformou-se em trevas!
Com a tua ausência querida.

Sinto morrer minha esperança,
Vejo minha vida vazia,
Tenho o coração dilacerado!
Dez daquele triste dia.

Ando por entre as flores...
E para aumentar meu desgosto,
Nas flores mais belas!
Parece que vejo teu rosto.

Sem poder te tocar,
Eu me sinto abatido!
Foi a tua indiferença,
Que me deixou ensandecido.

Como um molambo perdido,
Estou andando por aí,
Só voltarei ser feliz!
Quando voltares aqui.

Se acaso tu voltares,
Realizarei os sonhos meus,
E a esta solidão!
Para sempre lhes darei adeus.

Jair Santo Galgaro

Lamentos

Numa nuvem de algodão ...
Para sempre você partiu
Mas eu fiquei aqui!
Sei que foste lá com Deus.

Sei que você está feliz,
Mas eu que fiquei só?
Sim, lembrando a despedida!
Recordando os bons momentos.

Fico olhando pelos cantos...
Tudo, tudo está vazio,
Olho o álbum de fotografias
Lá você está sorrindo.

Ao seu lado também estava sorrindo,
Havia uma festa em nossos corações...
Era o dia mais lindo da vida!
Era um sonho tão real.

A emoção invadia nossa alma,
A igreja toda florida
Todos olhando para você,
Você era a flor mais bela..

Aquele dia fora feito para nós!
E agora minha amada:
O que faço aqui tão só?
Sei que estás muito feliz.

Lá não há infelicidade...
Você está á onde moram os anjos,
Lá onde a paz reina eternamente!
Onde a rotina é o amor.

Mas eu queria você aqui ,
Aqui onde nada é eterno
Mas o amor jazia entre nós,
A gora é só saudade.

Quando à noite chega,
Só a solidão está comigo
Então vou para a janela!
Te procuro entre as estrelas.,

Daí vou para o quarto,
Fico absorvo em pensamentos...
Até o sono chegar,
Para contigo sonhar.


Jair Santo Galgaro

lealdade

Numa nuvem de algodão ...
Para sempre você partiu
Mas eu fiquei aqui!
Sei que foste lá com Deus.

Sei que você está feliz,
Mas eu que fiquei só?
Sim, lembrando a despedida!
Recordando os bons momentos.

Fico olhando pelos cantos...
Tudo, tudo está vazio,
Olho o álbum de fotografias
Lá você está sorrindo.

Ao seu lado também estava sorrindo,
Havia uma festa em nossos corações...
Era o dia mais lindo da vida!
Era um sonho tão real.

A emoção invadia nossa alma,
A igreja toda florida
Todos olhando para você,
Você era a flor mais bela..

Aquele dia fora feito para nós!
E agora minha amada:
O que faço aqui tão só?
Sei que estás muito feliz.

Lá não há infelicidade...
Você está á onde moram os anjos,
Lá onde a paz reina eternamente!
Onde a rotina é o amor.

Mas eu queria você aqui ,
Aqui onde nada é eterno
Mas o amor jazia entre nós,
A gora é só saudade.

Quando à noite chega,
Só a solidão está comigo
Então vou para a janela!
Te procuro entre as estrelas.,

Daí vou para o quarto,
Fico absorvo em pensamentos...
Até o sono chegar,
Para contigo sonhar.


Jair Santo Galgaro

lago azul

Num dia de calor
Num sonho de verão
Fui para a beira do lago
Lá no fundo do grotão

A água estava azulada
E muito transparente
E não vi um rosto lindo
LÁ NA ÁGUA DE REPENTE

Era um rosto moreno
Um semblante encantador
Nesse dia percebi
Que nascia um grande amor

Quando ergui os olhos
Para olhar do outro lado
Logo que a vi
Já fiquei apaixonado

Com um sorriso ardente
Ela para mim olhou
E sem titubear
Na água se jogou

Eu também mais que depressa
Na água me joguei
Fui para o meio do lago
E um beijinho lhe dei

Naquele lago azulado
O nosso amor crescia
Nosso calor se misturava
Com aquela água fria

Daí saímos juntos
Ela tudo compreendeu
Que ela já era minha
E eu já era seu

Jair Santo Galgaro

Labirinto

Lá no cafundó,
Me senti tão só!
Como um chororó,
Dentro da mata
Na sombra do arvoredo,
Sentei-me sem medo!
Sem muito segredo,
A sorte me trata.

Não quero ficar,
Aqui nesse lugar
Eu quero voltar!
De onde parti,
Aqui é tão escuro!
Me sinto inseguro,
Por isso eu juro
Não ficarei aqui.

Vi a claridade,
Lá na cidade
Sem usar falsidade,
Estou feliz não minto!
Sinto-me renascido,
Depois de estar perdido!
E quase sucumbido
Lá naquele labirinto.

Jair Santo Galgaro

Jogo da vida

A vida é um eterno jogo!
Muitas partidas eu joguei,
Já sofri muitas derrotas,
Porém muitas eu ganhei.

No baralho da vida,
Nem sempre damos as cartas!
Mas porém o vencedor,
É quem vive jogando farpas.

O jogo pode ser difícil,
É uma verdade absoluta!
Nunca se da por vencido,
Aquele que não foge da luta.

É só saber jogar!
Aprendi quando criança,
De vencermos na vida!
Devemos ter esperança.

Sempre devemos lutar,
Sem orgulho e destemido!
Para quem sabe jogar,
Não há jogo perdido.

Nessa vida de lutas,
Todos buscam a vitória!
Aquele que for mais feliz,
Sairá cheio de glória.

Jair Santo Galgaro