E deixando a terra tão distante
Ele leva em suas asas a liberdade
Tendo só o espaço como amigo
Ele não vê o tempo passar
E em seu bojo somente a alegria
E no bico uma doce melodia
De repente fica pairando no ar
Assim como se estivesse admirando algo
Num sobressalto ele bate suas asas
E segue cortando o espaço
Agora mais parece um pingente
Lá vai ele transportado pelo vento
Como a leveza dos anjos
Sem ninguém para interromper o voo
Está feliz sem esperar augúrios
Em sua viagem não existem gorgulhos
O caminho sempre jaza aberto
Lá esquinas também não há
É como uma flecha que parte
Só a aragem toca seu corpo
E também o sol tão reluzente
Nem parece pensar em regressar
A mata amiga ainda pode esperar
Naqueles galhos ele ainda pousará
Jair Santo Galgaro
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