Rompendo o negro véu
Lá no céu ainda brilha um resto de lua
É o sinal de um novo dia
Brilha a relva sobre os verdes prados
Goteja então o pranto da mata
Está exposto o ritual infinito
Banha-se o pássaro na água tíbia
São imagens cheias de graça
Colorindo o universo
É uma perfeita comunhão
É a viagem mais perfeita
É o deleite do olhar
É o jardim da criação
Onde não jaza a melancolia
Há o murmúrio das cascatas
O farfalhar das folhas
E o cantar dos passarinhos
Numa infindável canção
Jair Santo Galgaro
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