Sinto toda a beleza da vida
Vejo as lindas flores do campo
Conheço o olhar de cada ser
As folhas colorindo as matas
O revoar das pombas mensageiras trazendo a paz
A guerra destruindo a beleza da vida
O novo alento do ser que nascerá
O relógio impiedoso marcando o tempo
As sábias palavras do ancião
Ouço o brado dos famintos
O pranto do moribundo
Vejo a seca invadindo o certão
Ouço o crepitar do fogo na mata
Vejo a fumaça subindo ao céu
O pássaro ferido caindo ao chão
Vejo o barco sobre as águas tíbias
O som do trem sobre os trilhos
O rio percorrendo a cidade
O palhaço fazendo a criança sorrir
Jair Santo Galgaro
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