sábado, 11 de julho de 2009

No alto da colina

Embrenhado na mata
Lá no alto da colina!
Eu gosto de viver,
Porque vejo o sol nascer,
É um recanto sem vaidade!
Aqui conheci a felicidade,
Talvez sem mesmo merecer.

Minha casa é um ranchinho,
Não me considero pobre!
É só alegria que me cobre,
Aqui no meio da mata
Todo o dia tem serenata,
Eu levo uma vida nobre.

Nunca vi lugar mais belo,
Aqui a harmonia existe,
Não sei o que é ser triste!
Vivo embrenhado na mata
Pois a sorte não maltrata,
E o sorriso ainda persiste.

Não ouço falar em guerra,
Só o canto do passaredo!
Na copada do arvoredo,
É a mais linda canção,
Sinto pulsar meu coração!
De viver não tenho medo.

Vejam só aquela água?
Que brota do alto da mata!
Caindo em forma de cascata,
Eu fico bem sossegado,
Mas quando estou afastado!
Sinto que a saudade é ingrata.

E então eu logo regresso!
Esta saudade remoendo,
Parece que tudo já estou vendo!
Quando estou distante,
Por ser da natureza um amante,
O meu peito fica doendo.

Jair Santo Galgaro

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