Para longe da terra
A saudade devora
Parecendo uma fera
A lembrança de tudo
O que lá deixei
Parece fazer um século
Que aqui eu cheguei
São doces lembranças
Da plantação de milho
E da passarada cantando
Lá no pé de branquilho
Aqui também há beleza
Para a minha existência
Mas eu não posso viver
Longe da minha querência
Levo a vida assim
Eu não creio em destino
Ando penando um pouco
Por ser um teatino
Mas se não passar
Esta tristeza danada
Com o meu cavalo preto
Vou partir em disparada
Aqui nessa distância
Mais pareço um condenado
Por isso,de ti meu pago
Não posso ficar desgarrado
Jair Santo Galgaro
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