Num sonho de verão
Fui para a beira do lago
Lá no fundo do grotão
A água estava azulada
E muito transparente
E não vi um rosto lindo
LÁ NA ÁGUA DE REPENTE
Era um rosto moreno
Um semblante encantador
Nesse dia percebi
Que nascia um grande amor
Quando ergui os olhos
Para olhar do outro lado
Logo que a vi
Já fiquei apaixonado
Com um sorriso ardente
Ela para mim olhou
E sem titubear
Na água se jogou
Eu também mais que depressa
Na água me joguei
Fui para o meio do lago
E um beijinho lhe dei
Naquele lago azulado
O nosso amor crescia
Nosso calor se misturava
Com aquela água fria
Daí saímos juntos
Ela tudo compreendeu
Que ela já era minha
E eu já era seu
Jair Santo Galgaro
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