sexta-feira, 17 de julho de 2009

Saudade e tristeza

Num turbilhão de saudade
Escondido estou tão só
Sinto até minha alma mortificarse
O sorriso está distante

O infortúnio tomou conta de mim
Viver tornou-se um sacrifício
Fico absorvo nas labaredas da desgraça
Vi fugir o semblante de alegria

Nasceu a palidez da desventura
Sinto a dor que tudo arrebata
Estou mergulhado na escuridão
Sem ver o sol no horizonte

Sem ver o luar prateado
Já não sei porque viver
Se a bonança se afastou de mim
Tudo transformou-se em cinzas

Aqui a dor tudo devorou
Só não devorou a tristeza
Não devorou a saudade
São minhas duas implacáveis companheiras

E assim vou vivendo
Com essas inimigas constantes
Com esse pesadelo infindo
Vou andando sem saber onde parar

Jair Santo Galgaro

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