quarta-feira, 1 de julho de 2009

lenitivo

Aqui não encontro paz,
Viver assim não consigo!
Para aliviar o meu tormento...
Vou buscar um lenitivo.

Tu sabes a verdade,
A causa desse meu tédio,
A tua presença querida!
É o meu grande remédio.

O meu olhar fagulhante...
De repente se perdeu!
Depois que tu partistes,
Tudo aqui se arrefeceu.

Tu eras o sol,
Que iluminava minha vida,
Agora tudo transformou-se em trevas!
Com a tua ausência querida.

Sinto morrer minha esperança,
Vejo minha vida vazia,
Tenho o coração dilacerado!
Dez daquele triste dia.

Ando por entre as flores...
E para aumentar meu desgosto,
Nas flores mais belas!
Parece que vejo teu rosto.

Sem poder te tocar,
Eu me sinto abatido!
Foi a tua indiferença,
Que me deixou ensandecido.

Como um molambo perdido,
Estou andando por aí,
Só voltarei ser feliz!
Quando voltares aqui.

Se acaso tu voltares,
Realizarei os sonhos meus,
E a esta solidão!
Para sempre lhes darei adeus.

Jair Santo Galgaro

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