Viver assim não consigo!
Para aliviar o meu tormento...
Vou buscar um lenitivo.
Tu sabes a verdade,
A causa desse meu tédio,
A tua presença querida!
É o meu grande remédio.
O meu olhar fagulhante...
De repente se perdeu!
Depois que tu partistes,
Tudo aqui se arrefeceu.
Tu eras o sol,
Que iluminava minha vida,
Agora tudo transformou-se em trevas!
Com a tua ausência querida.
Sinto morrer minha esperança,
Vejo minha vida vazia,
Tenho o coração dilacerado!
Dez daquele triste dia.
Ando por entre as flores...
E para aumentar meu desgosto,
Nas flores mais belas!
Parece que vejo teu rosto.
Sem poder te tocar,
Eu me sinto abatido!
Foi a tua indiferença,
Que me deixou ensandecido.
Como um molambo perdido,
Estou andando por aí,
Só voltarei ser feliz!
Quando voltares aqui.
Se acaso tu voltares,
Realizarei os sonhos meus,
E a esta solidão!
Para sempre lhes darei adeus.
Jair Santo Galgaro
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