O vento gélido sopra intenso
Os pingentes gélidos, lá do céu estão caindo
Uns admiram, olham a beleza
Outros diante das lareiras
Os miseráveis se escondendo
Para eles o frio é impiedoso
Só lhes restam os velhos trajes
E dão graças a Deus com alegria
E sonham com o sol que há de surgir
A noite é uma festa
A neve bordando a vidraça
O fogo na lareira crepitando
E um bom vinho para completar
Os pobres procuram os trastes, para se aquecerem
A beleza da neve não lhes dá alegria
Só o que lhes resta, é sonhar
Talvez um dia, um novo amanhecer
Jair Santo Galgaro
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