quinta-feira, 18 de junho de 2009

florescer

Naquele dia de inverno
Em que o frio gelava meu corpo
Se transformou num inferno
E eu estava quase morto

Era o vento que soprava
Enquanto eu ia pela estrada
Eram as folhas que caíam
Para a última morada

O vento sem piedade
Ia gelando meu rosto
Mas meu caminho eu seguia
Sem temer um desgosto

Eu lembrava do aconchego
Das tardes de verão
Em que tudo era verde
E trazia emoção

Lembrava das flores vivas
Perfumando o jardim
Eram milhares de cores
Sorrindo para mim

Tudo isso que eu via
Me deixava sem conforto
Tudo estava por terra
Naquele ambiente morto

Aquilo que era lindo
Agora é uma tapera
A esperança
É que surja
Logo outra primavera

Então tudo crescerá
O que morreu deve nascer
Será tudo como antes
Será um novo florescer


Jair Santo Galgaro

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