Em que o frio gelava meu corpo
Se transformou num inferno
E eu estava quase morto
Era o vento que soprava
Enquanto eu ia pela estrada
Eram as folhas que caíam
Para a última morada
O vento sem piedade
Ia gelando meu rosto
Mas meu caminho eu seguia
Sem temer um desgosto
Eu lembrava do aconchego
Das tardes de verão
Em que tudo era verde
E trazia emoção
Lembrava das flores vivas
Perfumando o jardim
Eram milhares de cores
Sorrindo para mim
Tudo isso que eu via
Me deixava sem conforto
Tudo estava por terra
Naquele ambiente morto
Aquilo que era lindo
Agora é uma tapera
A esperança
É que surja
Logo outra primavera
Então tudo crescerá
O que morreu deve nascer
Será tudo como antes
Será um novo florescer
Jair Santo Galgaro
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