terça-feira, 2 de junho de 2009

O andarilho

Nem migalhas para recolher
Nenhuma voz em seu socorro
Na mente só um sonho
O desejo de chegar

Porém não sabe onde chegar
Lá vai ele sem destino
O cálido sol queima seu rosto
Às vezes senta à beira do caminho

Fica só a pestanejar
Dá graças pela sombra tão amiga
Então olha para trás
E tenta contar os quilômetros

Mas só lembra que foram muitos
Daí, olha para frente
Não imagina a imensidão
São muitas léguas para percorrer

E ele não sabe o destino final
Só sabe que vai andar
E segue pachorrento pela estrada
Não sabendo onde chegar

Vê nas curvas da estrada
Os extensos verdes prados
Olha a lua surgindo no horizonte
O sol já abranda seu luzeiro

Jair Santo Galgaro

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