Nem migalhas para recolher
Nenhuma voz em seu socorro
Na mente só um sonho
O desejo de chegar
Porém não sabe onde chegar
Lá vai ele sem destino
O cálido sol queima seu rosto
Às vezes senta à beira do caminho
Fica só a pestanejar
Dá graças pela sombra tão amiga
Então olha para trás
E tenta contar os quilômetros
Mas só lembra que foram muitos
Daí, olha para frente
Não imagina a imensidão
São muitas léguas para percorrer
E ele não sabe o destino final
Só sabe que vai andar
E segue pachorrento pela estrada
Não sabendo onde chegar
Vê nas curvas da estrada
Os extensos verdes prados
Olha a lua surgindo no horizonte
O sol já abranda seu luzeiro
Jair Santo Galgaro
terça-feira, 2 de junho de 2009
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