quinta-feira, 18 de junho de 2009

facho de luz

Só um facho de luz
Surgia lá do alto
O resto era só escuridão
Só brilhava um facho de luz

A noite estava mormacenta
No lago o canto das rãs
Os pássaros jaziam em silêncio A janela entre aberta estava

No canto uma mala
E o relógio, marcando o tempo
Sim, o tempo que não passava

Só a minha angústia aumentava
Eu só ouvia o canto das rãs
E só via um facho de luz
Passos eu não ouvia

Só o pulsar do coração
Lá fora a relva molhada
Refletia no facho de luz
Eu tudo olhava calado

Eu só desejava ouvir
Talvez sua voz
Ou então os seus passos
Porém só ouvia o canto das rãs

Jair Santo Galgaro

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